Política

Ala do PT desiste de romper com Freixo, mas quer liberdade para se juntar a outros candidatos

O objetivo, defende Washington Quaquá, é ‘ampliar o palanque de Lula no estado, isolando o bolsonarismo’

Ala do PT desiste de romper com Freixo, mas quer liberdade para se juntar a outros candidatos
Ala do PT desiste de romper com Freixo, mas quer liberdade para se juntar a outros candidatos
Lula, Marcelo Freixo, André Ceciliano e Alckmin. Foto: Ricardo Stuckert
Apoie Siga-nos no

Uma ala do PT encabeçada pelo vice-presidente nacional Washington Quaquá defende autorizar a militância do partido no Rio de Janeiro a se aproximar de outros candidatos ao governo fluminense além de Marcelo Freixo (PSB).

Quaquá retirou nesta quinta-feira 4 um recurso apresentado à Comissão Executiva Nacional do PT no qual defendia o rompimento formal com o PSB. Agora, ele afirma que o melhor cenário é se juntar também a outros postulantes, ainda que oficialmente os petistas endossem Freixo.

“As últimas divergências ocorridas em relação ao acordo feito e descumprido pelo PSB não podem prejudicar o principal”, diz trecho de um documento enviado por Quaquá ao comando nacional. “Por isso encaminho à direção nacional do PT a retirada de meu recurso e solicito que seja dada a orientação para a militância e que, mesmo tendo dado o apoio formal do PT à chapa do PSB, se busque ao máximo ampliar o palanque do presidente Lula no estado, ampliando nossa campanha e isolando o bolsonarismo.”

Os petistas acusam o PSB de descumprir um acordo pelo qual Freixo seria o postulante ao governo estadual e André Ceciliano (PT) seria o nome da aliança para o Senado. Os pessebistas decidiram lançar Alessandro Molon à Casa Alta.

Nesta quinta, a Executiva Nacional do PT adiou uma definição sobre o rompimento com Freixo, ainda à espera de alguma sinalização do PSB. O impasse tem de se resolver, obrigatoriamente, até esta sexta 5.

“No Rio não pode haver interesse individual ou de grupo que se sobreponha ao objetivo principal, que é isolar o bolsonarismo nos seus 25 a 30% e ampliar a campanha de Lula”, defendeu Quaquá na reunião da Executiva.

O vice-presidente já havia reivindicado, em entrevista a CartaCapital, uma aproximação com o candidato do PDT ao governo fluminense, Rodrigo Neves. Neste desenho, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), “seria o coordenador da campanha de Lula”. Ainda assim, Quaquá argumenta que o ex-presidente poderia participar de outros palanques.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo