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Agências de mensagens e Flávio Bolsonaro são bloqueados no WhatsApp

Política

O WhatsApp enviou notificação extrajudicial para as agências Quickmobile, Yacows, Croc services e SMS Market, que ofereceram um serviço de disparo de mensagens a outras empresas para fazer propaganda anti-PT com o objetivo de favorecer Jair Bolsonaro, candidato do PSL ao Planalto. 

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A informação é da Folha de São Paulo, que publicou na quinta-feira 18 reportagem sobre a contração irregular do serviço por empresas, o que pode ser enquadrado como doação irregular de campanha. 

A notificação determina que elas parem de fazer envio de mensagens em massa e de utilizar números de celulares obtidos pela internet, que elas usavam para aumentar o alcance dos grupos na rede social. 

A empresa também baniu as contas do WhatsApp associadas a essas agências. Em seu Twitter, o senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável, afirmou que seu WhatsApp foi “banido do nada”. “A perseguição não tem limites! Meu WhatsApp, com milhares de grupos, foi banido do NADA, sem nenhuma explicação”. Ele exigiu uma resposta oficial da plataforma. 

Na sequência, o senador eleito afirmou que sua conta no WhastApp já foi desbloqueada. Segundo ele, a própria empresa informou a Flavio Bolsonaro que o “bloqueio foi há dias, antes da fake news da Foice de SP”. 

A agência AM4 e outras também estão sob investigação e serão notificados caso sejam comprovadas as irregularidades. 

Segundo a reportagem da Folha, essas agências notificadas foram contratadas por empresas como a rede varejista Havan, de Luciano Hang, um dos mais próximos empresários de Bolsonaro. De acordo com o jornal, os contratos são de até 12 milhões de reais. 

A prática é irregular por se tratar de doação empresarial de campanha, que foi proibida pelo Supremo Tribunal Federal em 2015. Além disso, os valores não foram declarados pela campanha do candidato. 

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