Política

Aécio Neves recua e confirma candidatura ao Senado por Minas Gerais

O tucano alegou se tratar de um plano para também reconstruir uma alternativa de ‘centro’, de olho em 2030

Aécio Neves recua e confirma candidatura ao Senado por Minas Gerais
Aécio Neves recua e confirma candidatura ao Senado por Minas Gerais
Presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG). 14/12/2106. Crédito: Gerdan Wesley
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Eleições 2026

Três semanas depois de anunciar que ficaria de fora das eleições de 2026, Aécio Neves (PSDB) recuou e anunciou nesta sexta-feira 28 que disputará uma vaga no Senado por Minas Gerais. O ex-governador e presidente nacional do PSDB disse ter mudado de decisão após apelos de aliados e diante da desistência do PDT de lançar um dos nomes previstos para a chapa de Alexandre Kalil ao governo mineiro.

“Volto ao jogo, volto à disputa eleitoral, por responsabilidade para com Minas Gerais e por ter a consciência de que eu posso ajudar Minas a enfrentar e superar suas gravíssimas dificuldades”, afirmou o tucano em coletiva de imprensa em Belo Horizonte. “Que o povo diga o que acha dessa decisão.”

Aécio havia anunciado no início deste mês que não concorreria a qualquer cargo eletivo em 2026. Na ocasião, disse que pretendia se dedicar à reorganização do PSDB, que sofreu sucessivas derrotas eleitorais nos últimos anos.

O ex-deputado alegou haver duas razões principais para a candidatura. A primeira, segundo ele, é a situação fiscal de MG, especialmente a dívida com a União, motivo pelo qual prometeu, se eleito, criar uma “bancada dos estados devedores” no Senado, com o objetivo de pressionar o governo federal por “uma negociação mais realista”.

A segunda é mais ambiciosa: um eventual retorno ao Senado, combinado à presidência do PSDB, permitiria “reconstruir uma alternativa de centro” para as eleições de 2030, segundo o dirigente partidário. O tucano ainda criticou o que chamou de “radicalização pueril” e “penosa” da política brasileira.

Deputado federal no sétimo mandato, Aécio Neves já ocupou uma cadeira no Senado entre 2011 e 2019. Em 2014, disputou a Presidência da República pelo PSDB e perdeu para Dilma Rousseff (PT) no segundo turno.

A participação dele na eleição deste ano foi marcada por idas e vindas. Em maio, o PSDB chegou a convidá-lo a disputar a Presidência da República. Sem sucesso.

A possibilidade de retorno à disputa pelo Senado ganhou força nesta semana após Marcelo Heringer (PDT) retirar sua candidatura. A decisão abriu espaço para Aécio na chapa de Kalil e foi seguida por uma articulação entre dirigentes do PDT e da federação PSDB-Cidadania.

Em nota conjunta, os partidos afirmaram ter recebido manifestações de prefeitos, vereadores, deputados e lideranças de diferentes regiões de Minas para que Aécio reconsiderasse a decisão de não disputar a eleição.

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