Política

Advogado apontado como peça-chave de investigação da fraude no INSS será ouvido pela CPMI

Depoimento de Eli Cohen está marcado para a próxima segunda-feira

Advogado apontado como peça-chave de investigação da fraude no INSS será ouvido pela CPMI
Advogado apontado como peça-chave de investigação da fraude no INSS será ouvido pela CPMI
A CPMI do INSS é comandada pelo senador Carlos Viana (esq.) e relatada pelo deputado Alfredo Gaspar (dir.). Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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A CPMI do INSS ouve, na próxima segunda-feira 1º, o advogado Eli Cohen, considerado peça-chave nas investigações sobre fraudes em descontos indevidos aplicados a aposentados e pensionistas.

Cohen é apontado como responsável por reunir provas e conduzir investigações que revelaram o alcance do esquema de filiações forjadas e cobranças ilegais sobre benefícios do INSS.

Entre as provas coletadas pelo advogado sobre o esquema criminoso estão documentos, registros eletrônicos e comunicações empresariais. Os arquivos indicam o uso irregular de dados pessoais de segurados e a participação de entidades e empresas privadas no esquema.

‘Frente ampla’

A convocação do advogado foi aprovada após requerimentos apresentados por parlamentares de diferentes campos ideológicos. O primeiro requerimento partiu do próprio relator do colegiado, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Os outros dois pedidos são assinados pelos senadores Fabiano Contarato (PT-ES) e Rogerio Marinho (PL-RN).

Os três parlamentares ressaltaram, nas solicitações, a relevância do depoimento para detalhar a origem e a autenticidade das provas apresentadas. Eles também querem ouvir de Cohen as descobertas sobre o modus operandi das entidades envolvidas na fraude e eventuais conexões com agentes públicos.

A CPMI investiga desvios estimados em 6,3 bilhões de reais em benefícios previdenciários. Já foram colhidos, até aqui, dois depoimentos: da defensora pública Patrícia Bettin Chaves, que investiga as fraudes, e do delegado da Polícia Federal Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi, que comandou a Operação Sem Desconto. O agente foi ouvido em uma reunião a portas fechadas, para manter o sigilo das investigações ainda em curso.

O colegiado também aprovou convocações de dez presidentes do INSS e convites a ex-ministros da Previdência dos governos de Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB), Jair Bolsonaro (PL) e do atual governo Lula (PT). O atual ministro Wolney Queiroz também foi convidado. As datas para essas oitivas ainda serão agendadas.

(Com informações de Agência Senado)

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