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A surpresa de Lacalle Pou com a declaração de Lula sobre a Venezuela

Lacalle Pou não citou Lula, mas partiu do presidente brasileiro, na segunda 29, a declaração contestada

A surpresa de Lacalle Pou com a declaração de Lula sobre a Venezuela
A surpresa de Lacalle Pou com a declaração de Lula sobre a Venezuela
Luis Lacalle Pou e Nicolás Maduro durante reunião em Brasília. Foto: Sergio Lima/AFP
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O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, disse nesta terça-feira 30 ter ficado “surpreso” com afirmações de que uma ditadura na Venezuela seria uma “narrativa”. Ele não citou o presidente Lula, mas partiu do petista, na segunda 29, a declaração contestada.

“Fiquei surpreso quando se disse que o que se passou na Venezuela é uma narrativa. Vocês sabem o que pensamos a respeito da Venezuela e do governo da Venezuela”, criticou Pou. “Se há tantos grupos no mundo tratando de mediar para que a democracia seja plena na Venezuela, o pior que podemos fazer é tapar o sol com um dedo.”

A declaração de Lacalle Pou foi concedida durante uma reunião da cúpula de presidentes sul-americanos organizada por Lula no Palácio do Itamaraty, em Brasília.

Na segunda-feira, após se reunir com o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Lula disse que “se quiser vencer uma batalha, eu preciso construir uma narrativa para destruir meu potencial inimigo”.

“O Maduro sabe a narrativa que construíram contra a Venezuela durante tanto tempo. Essa narrativa durante tantos anos o [ex-chanceler] Celso Amorim andava pelo mundo explicando que não era do jeito que as pessoas diziam que era”, prosseguiu. “E eu acho, companheiro Maduro, que cabe à Venezuela mostrar a sua narrativa para que possa efetivamente fazer as pessoas mudarem de opinião.”

Lula também defendeu a retomada de relações com a Venezuela. Ele ainda se referiu a Maduro e ao ex-presidente venezuelano Hugo Chávez como “companheiros” e chamou de “impostor” Juan Guaidó, autoproclamado presidente do país.

Segundo o petista, o “preconceito” contra o país vizinho ainda é um problema. Ele mencionou, por exemplo, alegações de bolsonaristas de que o Brasil seguiria os passos de Caracas após as eleições de 2022.

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