Política

A reclamação de Alcolumbre sobre pressão para pautar o fim da jornada 6×1

A Câmara dos Deputados aprovou a proposta em 27 de maio

A reclamação de Alcolumbre sobre pressão para pautar o fim da jornada 6×1
A reclamação de Alcolumbre sobre pressão para pautar o fim da jornada 6×1
O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reclamou na sessão desta terça-feira 30 do que considera ameaças para pautar a votação da PEC que extingue a jornada de trabalho 6×1, já aprovada pela Câmara dos Deputados.

Ele disse ter ouvido de uma “autoridade importante do Brasil” a afirmação de que a PEC tem de ser votada antes da eleição “porque ela vai servir para o calendário eleitoral”.

“Pode isso? Não pode isso, eu acho que não pode”, criticou. “Não seria um argumento ou um artifício de dizer para o outro: “eu o estou ameaçando, porque se você não votar, vai ficar contra 37 milhões de trabalhadores que querem um dia a mais de descanso.”

Alcolumbre chamou de “ameaça” uma autoridade defender um movimento de pressão contra o presidente do Senado para pautar a votação da PEC.

Horas antes, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), disse que Alcolumbre “brinca com fogo” ao travar o andamento da proposta, chancelada pelos deputados em 27 de maio.

“O governo vai trabalhar e insistir para que essas pautas sejam votadas no Senado antes da eleição”, disse Boulos no programa Bom dia, Ministro, da EBC. “Não há justificativa para que não seja. Repito: estão brincando com fogo e debochando da cara do trabalhador brasileiro ao deixar isso parado.”

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