A quatro dias da eleição, Covas diz que vai incluir LGBTs em plano de governo

Em entrevista a CartaCapital, candidato confirmou intenção

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Patrícia Cruz/PSDB

Prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Patrícia Cruz/PSDB

Diversidade,Política

O prefeito de São Paulo e candidato à reeleição pelo PSDB, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta quarta-feira 25 que vai incluir os LGBTs em seu plano de governo. A quatro dias do segundo turno, o programa do tucano não cita a sigla em nenhum momento.

 

 

“A cidade de São Paulo precisa ser para todos. Não tenho nenhum problema de tratar sobre esse tema e vou pedir para inserir isso no meu programa de governo”, afirmou o prefeito em entrevista à CartaCapital.

A presença de Ricardo Nunes (MDB) como vice de Covas incomoda o movimento LGBT. Isso porque quando ainda era vereador, Nunes fez parte da “bancada da Bíblia” na Câmara Municipal e foi uma figura central na oposição à educação sexual e à igualdade de gênero nas escolas.

 

Morte de pessoas trans em SP

 

No último dia 20, a ONG Transgender Europe divulgou um levantamento com o número de mortes de pessoas trans no mundo. Pelo 12º ano consecutivo, o Brasil liderou o ranking com 152 assassinatos em 2020, seguido por México com 57 e Estados Unidos com 28.

A pesquisa no País é feita pela Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra). A entidade mostra que só na cidade de São Paulo neste ano ocorreram 21 mortes de pessoas trans.

Na época da divulgação do relatório, o prefeito Bruno Covas não se pronunciou sobre o caso. Questionado durante a entrevista para CartaCapital, o prefeito afirmou considerar uma tragédia e pensar em políticas públicas para evitar novas mortes.

Assista a entrevista completa:

 

 

Junte-se ao grupo de CartaCapital no Telegram

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Repórter do site de CartaCapital

Compartilhar postagem