Política
A mensagem de Lula ao Congresso após criticar ‘matança’ em operação no Rio
O presidente pediu uma investigação sobre as circunstâncias da ação na capital fluminense, que deixou 121 mortos
O presidente Lula (PT) defendeu nesta terça-feira 4 que o Congresso Nacional aprove o PL Antifacção e a PEC da Segurança Pública, iniciativas consideradas prioritárias pelo governo federal no enfrentamento ao crime organizado. A mensagem, divulgada nas redes sociais, veio à tona horas depois de o petista criticar a operação policial da semana passada no Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos.
Na publicação, Lula afirma que seu governo trabalha “para quebrar a espinha dorsal do tráfico de drogas e do crime organizado”. Isso acontece, segundo ele, “com mais inteligência, integração entre as forças de segurança e foco nos cabeças do crime — quem financia e comanda as facções”.
Desde 2023, diz Lula, as ações do governo federal “já retiraram 19,8 bilhões de reais das mãos de criminosos, o maior prejuízo já imposto ao crime, enfraquecendo lideranças e redes financeiras”.
“Para sustentar esses avanços, o governo enviou ao Congresso o PL Antifacção, que endurece as penas e asfixia financeiramente as facções; e a PEC da Segurança Pública, que moderniza e integra as forças policiais, incorpora as Guardas Municipais e garante recursos permanentes para estados e municípios”, publicou o presidente.
“Essas medidas completam o ciclo da segurança: investigação mais eficaz, integração institucional e base legal sólida — uma combinação que consolida o enfrentamento ao crime no Brasil.”
Horas antes, em entrevista a agências internacionais em Belém (PA), Lula afirmou que a megaoperação contra o Comando Vermelho na semana passada foi “uma matança” e pediu uma investigação. “Até agora temos uma versão contada pelo governo do estado e tem gente que quer saber se tudo aquilo aconteceu do jeito que eles falam.”
Pelo menos 117 supostos criminosos e quatro policiais morreram na operação da última terça-feira contra o Comando Vermelho no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha, na zona norte da capital fluminense.
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