Justiça

8 de Janeiro, 3 anos depois: quem são os condenados por planejar a tentativa de golpe

Jair Bolsonaro e vários de seus aliados mais próximos foram alvo do processo após investigações da Polícia Federal

8 de Janeiro, 3 anos depois: quem são os condenados por planejar a tentativa de golpe
8 de Janeiro, 3 anos depois: quem são os condenados por planejar a tentativa de golpe
Atos golpistas de 8 de Janeiro. Foto: Joedson Alves/Agência Brasil
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Há exatos três anos, em 8 de janeiro de 2023, uma turba de fanáticos de extrema-direita invadia a Praça dos Três Poderes, em Brasília, e atacava os edifícios-sede da Presidência da República, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Era a tentativa de colocar em prática uma trama organizada e ensaiada meses antes entre os então ocupantes do Palácio do Planalto.

Após longas investigações conduzidas pela Polícia Federal, que levaram a denúncias da Procuradoria-Geral da República, dezenas de pessoas foram identificadas como líderes da organização criminosa que tentou virar a mesa para manter Jair Bolsonaro (PL) na presidência da República. E 29 delas foram condenadas.

Além do próprio Bolsonaro, outros sete integrantes dos chamados “núcleo 1” foram os primeiros condenados, em decisão tomada pelo STF em 11 de setembro. Nos meses seguintes, foram condenados, pela ordem, integrantes dos núcleos 4, 3 e 2. Já o núcleo 5 tem apenas o blogueiro Paulo Figueiredo, que mora nos Estados Unidos — não há previsão de data para a conclusão desse processo.

Até aqui, apenas duas pessoas acusadas de integrar o coração da trama foram absolvidas: o general de Exército Estevam Theófilo, denunciado no núcleo 3, e o delegado da Polícia Federal Fernando de Sousa Oliveira, ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça, réu do núcleo 2.

Confira a lista de condenados:

Núcleo 1 – Data da condenação: 11 de setembro

  • Jair Bolsonaro, ex-presidente da República: 27 anos e três meses
  • Walter Braga Netto, ex-ministro e candidato à vice na chapa de 2022: 26 anos;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha: 24 anos;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal: 24 anos;
  • Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI): 21 anos;
  • Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa: 19 anos;
  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin): 16 anos, um mês e 15 dias;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro: 2 anos em regime aberto e garantia de liberdade pela delação premiada.

Núcleo 2 – Data da condenação: 16 de dezembro

  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército: 26 anos e seis meses de prisão;
  • Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF): 24 anos e seis meses de prisão;
  • Marcelo Câmara, ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos de prisão;
  • Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex- presidente Jair Bolsonaro: 21 anos de prisão;
  • Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça: 8 anos e seis meses de prisão.

Núcleo 3 – Data da condenação: 18 de novembro

  • Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel: 24 anos de prisão;
  • Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  • Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel: 21 anos de prisão;
  • Wladimir Matos Soares, policial federal: 21 anos de prisão;
  • Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel: 17 anos de prisão;
  • Bernardo Romão Correa Netto, coronel: 17 anos de prisão;
  • Fabrício Moreira de Bastos, coronel: 16 anos de prisão;
  • Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel: 3 anos e cinco meses de prisão;
  • Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel: um ano e onze meses de prisão.

Núcleo 4 – Data da condenação: 21 de outubro

  • Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército:  17 anos de prisão;
  • Reginaldo Vieira de Abreu, coronel do Exército: 15 anos e seis meses de prisão;
  • Marcelo Araújo Bormevet, policial federal: 14 anos e seis meses de prisão;
  • Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército: 14 anos de prisão;
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, major da reserva do Exército: 13 anos de prisão;
  • Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército: 13 anos e seis meses;
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal:  7 anos e seis meses de prisão.

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