Política

79% dos brasileiros apoiam vacinação de crianças, diz pesquisa

Para a maioria da população, Jair Bolsonaro ‘mais atrapalha do que ajuda’ na imunização infantil

Garoto recebe dose de vacina contra Covid-19. Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP
Garoto recebe dose de vacina contra Covid-19. Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP
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A vacinação de crianças de 5 a 11 anos de idade tem o apoio da maioria da população. Ao todo, 79% dos brasileiros indicaram que acham correto a imunização, de acordo com a pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira 17. As informações estão no jornal Folha de S. Paulo.

Os dados da pesquisa também indicam um apoio à imunização infantil ainda maior na parcela feminina da população, chegando a 83% das entrevistadas. Entre os homens, o grupo cai para 75%.

Entre os que rejeitam a prática de imunizar crianças estão 17% na população. Na segmentação de gênero, 22% dos homens entrevistados e 13% das mulheres disseram ser contrários à prática.

A vacinação de crianças também tem apoio maior no Sudeste, onde 83% da população diz ser favorável à medida. Nas demais regiões o índice também é positivo, variando entre 72% no Sul e 78% no Nordeste. O Sul é também onde está concentrada a maior parcela contrária, somando 21%.

Vale ressaltar ainda que um terço dos entrevistados se disseram responsáveis por uma criança entre 5 e 11 anos de idade. Dentro desse grupo, 76% afirmaram ao Datafolha que pretendem levar as crianças para tomar a vacina contra o coronavírus.

Bolsonaro ‘mais atrapalha do que ajuda’

A ação do presidente Jair Bolsonaro (PL) em atrasar a campanha de vacinação infantil foi avaliada negativamente pela maioria dos brasileiros, de acordo com o Datafolha.

Ao todo, 58% dos entrevistados pelo instituto acham que Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda quando o assunto é a vacinação das crianças. Só 25% acredita que o ex-capitão ajuda na imunização infantil.

Os apoiadores do presidente, segundo este recorte da pesquisa, são em maioria homens (32%), com idade entre 45 e 59 anos (30%), renda acima de dez salários mínimos (32%) e evangélicos (36%).

Já entre o grupo crítico ao ex-capitão é formado em grande maioria (61%) por mulheres, acima de 60 anos (64%), com ensino superior (66%) e renda entre 2 e 5 salários (61%).

Para chegar aos resultados, o instituto ouviu, por telefone, 2.023 pessoas. As entrevistas foram feitas nos dias 12 e 13 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

CartaCapital
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