Política

“70% da população vai ser infectada, não adianta querer correr disso”, diz Bolsonaro

O presidente relativizou os efeitos do novo coronavírus e voltou a defender o fim do isolamento social

O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santo/PR
O presidente Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santo/PR

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, nesta segunda-feira 20, o fim do isolamento social no Brasil, implantado em alguns estados e municípios para barrar o contágio do novo coronavírus, que já matou quase 3 mil pessoas no País. Na saída do Palácio da Alvorada, o capitão afirmou que 70% da população será infectada e que não há o que ser feito.

“Desde que começou esse problema eu defendo que devemos tratar esses dois problemas simultaneamente, o vírus e o desemprego. Essas medidas restritivas em alguns estados foram excessivas, não atingiram seu objetivo, 70% da população vai ser infectada, não adianta querer correr disso. Essa é a verdade, estão com medo da verdade?”, questionou o presidente.

Em outro momento, enquanto falava com um apoiador, Bolsonaro relativizou os efeitos que o coronavírus causou na sociedade. “Houve uma potencialização das consequências do vírus e estamos vendo que não é verdade”, disse.

Sobre sua participação no ato deste domingo 19, que pedia o fechamento do Congresso e do STF, Bolsonaro negou e disse que a pauta da manifestação do domingo era a volta ao trabalho e a ida do povo para a rua.

“Sem essa conversa de fechar. Aqui não tem que fechar nada, dá licença aí. Aqui é democracia, aqui é respeito à Constituição brasileira. E aqui é minha casa, é a tua casa. Então, peço por favor que não se fale isso aqui. Supremo aberto, transparente. Congresso aberto, transparente”, afirmou Bolsonaro.

Para o ex-capitão, os cartazes no ato com dizeres contra a democracia, o Congresso e o Supremo eram de autoria de “infiltrados”.

“Em todo e qualquer movimento tem infiltrado, tem gente que tem a sua liberdade de expressão. Respeite a liberdade de expressão. Pegue o meu discurso, dá dois minutos, não falei nada contra qualquer outro poder, muito pelo contrário. Queremos voltar ao trabalho, o povo quer isso. Estavam lá saudando o Exército Brasileiro. É isso, mais nada. Fora isso, é invencionice, é tentativa de incendiar uma nação que ainda está dentro da normalidade”, disse o presidente.

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