Thais Reis Oliveira

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Editora executiva digital de CartaCapital. Jornalista pela PUC-PR e o Curso Abril de Jornalismo. Como repórter, atuou em Veja São Paulo e nas edições impressa e digital de CartaCapital.

Colunas

O que muda com Bolsonaro inelegível

Difícil imaginar famílias se despedaçando e idosos dormindo nas ruas e sendo presos em nome de Tarcísio de Freitas ou Romeu Zema

O que muda com Bolsonaro inelegível
O que muda com Bolsonaro inelegível
Foto: Alan Santos/PR
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Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral confirmou: Jair Bolsonaro abusou de seu poder político e atentou contra a democracia ao convocar embaixadores de todo o mundo para um convescote conspiratório contra as urnas. Como pena, perde o direito de concorrer a qualquer cargo político até 2030.

Pelos próximos 8 anos, o Brasil não terá nas urnas um Bolsonaro candidato. Seus aliados, porém, podem ganhar um poderoso cabo eleitoral.

Pesquisas recentes mostram que o eleitorado bolsonarista já há tempos admite Bolsonaro fora do páreo e volta o olhar para outros candidatos da direita.

Difícil, porém, imaginar famílias se despedaçando e idosos dormindo nas ruas e sendo presos em nome de Tarcísio de Freitas ou Romeu Zema.

O futuro próximo da malta que chegou ao poder em 2018 sob a batuta de Bolsonaro ainda depende de como ele se comportará nos próximos meses. Análises mais otimistas veem um Bolsonaro diminuto, escanteado pelos ‘adultos na sala’ que restaram. Já seus aliados mais próximos apostam em um ex-capitão ainda mais língua solta.

Ao contrário de Lula, impedido de dar entrevistas nos quase 600 dias que passou preso injustamente, o ex-capitão seguirá circulando pelas ruas e pelas redes. Ao menos até que avancem as ações contra ele no âmbito criminal.

Como bem resume o repórter André Barrocal na edição mais recente de CartaCapital, apesar das descobertas da PF em inquéritos que correm com Moraes no Supremo, só quem pode denunciar envolvidos nesses casos é o PGR Augusto Aras – que nunca teve apetite para apertar Bolsonaro. O mandato de Aras termina, no entanto, em setembro.

É bem-vindo o primeiro sopro de Justiça contra o ex-capitão nos tribunais – e, registre-se, pelo voto decisivo de uma mulher e a (brilhante) argumentação de um relator negro. Agora faltam as grades. E as ruas.

A opinião de colunistas e convidados não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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