Chegou a hora de lutar nas ruas

Fora Bolsonaro para salvar vidas: centrais sindicais e a Juventude Socialista do PDT de São Paulo estarão presentes no ato do dia 19

Atos em 29 de maio reuniram milhares de manifestantes contra Bolsonaro. Foto: Allan White/Fotos Públicas

Atos em 29 de maio reuniram milhares de manifestantes contra Bolsonaro. Foto: Allan White/Fotos Públicas

Opinião

Nunca foi tão importante, nos últimos tempos, ir pra rua. Está evidente que Bolsonaro está preparando um golpe. Ele já deixou claro que não pretende aceitar o resultado das eleições quando (e não “se”) perder. A não punição de Pazuello pelo Exército, a repressão brutal do ato do dia 29 pela PM do Recife, o motim na polícia do Ceará no ano passado, os bolsominions fanáticos cada vez mais armados, tudo isso são sinais muito preocupantes.

 

 

 

Além disso, a fome voltou. O auxílio emergencial de 600 reais, interrompido em dezembro, foi retomado apenas em abril em valor muito inferior (de 150 a 375 reais). O desemprego é recorde: são 14,8 milhões de pessoas desocupadas e 6 milhões de pessoas que já desistiram de procurar trabalho. O ritmo lento da vacinação, por culpa da desídia criminosa do desgoverno Bolsonaro, faz com que as pessoas tenham que se arriscar em ônibus e metrôs lotados, sem proteção, para batalhar pelo sustento de suas famílias.

E, para piorar, a cada dia somos brindados com mentiras do presidente contra a eficácia das máscaras ou das vacinas e suas propagandas enganosas de tratamentos precoces e fajutos que a ciência já demonstrou que não funcionam – fato que diversos especialistas estão tendo a oportunidade de explicar para a população na CPI da Covid, expondo os negacionistas ao ridículo que lhes cabe.

O único jeito de impedir os ímpetos autoritários futuros e a sanha genocida presente de Bolsonaro é com o povo em massa nas ruas. Mas com segurança, seguindo todos os protocolos sanitários, de forma bem diferente das aglomerações irresponsáveis promovidas pelo presidente.

É por isso que a CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), junto às outras centrais sindicais, resolveu apoiar os atos do dia 19 de junho contra Bolsonaro. Além disso, no dia 18, as centrais irão realizar mobilizações nos locais de trabalho e terminais de transporte público, com panfletagens e paralisações pontuais, orientando os trabalhadores sobre medidas de prevenção ao contágio no ato do dia seguinte.

É por isso também que a Juventude Socialista do PDT de São Paulo está convocando a militância do partido na capital para o protesto do próximo sábado. Chegou a hora de lutar. Chegou a hora de transbordar essa indignação que nos corrói para as ruas. Textões e notas de repúdio são importantes, mas já não bastam.

Se você não se sentir seguro para protestar na rua por qualquer motivo, por falta de vacina ou por ser de grupo de risco, continue se manifestando nas redes sociais em apoio a quem estará na linha de frente dessa luta, nesta quadra tão grave da história. Incentive quem você conhece a participar. É possível se manifestar com segurança: com máscara N95/PFF2, mantendo distância de dois metros, álcool em gel nas mãos após tocar em qualquer superfície. Se estiver com qualquer sintoma ou tiver tido contato recente com algum contaminado, não vá. Na Paulista, não é preciso ficar perto do Masp, onde pode haver mais aglomeração – fique nas beiradas, ocupando a avenida. Cada centímetro conta. Cada pessoa conta.

O nosso futuro, a nossa democracia, a nossa vida dependem de nós. Vamos tirar o nosso país das mãos dessa gente ruim. Pelo meio ambiente, pela ciência, pela cultura, pela civilização. Contra o ódio, os preconceitos, a desigualdade, o fanatismo, a mentira. Dia 19 tem que ser maior!

Este texto não reflete necessariamente a opinião de CartaCapital.

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Presidente municipal do PDT de São Paulo e presidente da CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros)

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