Opinião

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Automutilação lavajatista

Ao contrário dos alegados êxitos na recuperação de valores, o punitivismo estatal atrofiou cadeias produtivas de setores estratégicos, causando graves desarranjos na economia

SERGIO MORO E DELTAN DALLAGNOL. FOTOS: ANTONIO CRUZ/AGÊNCIA BRASIL E MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
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A Operação Lava Jato, sob o pretexto de combater a corrupção, acarretou efeitos nefastos para os direitos fundamentais à dignidade e à liberdade de muitas pessoas, consequência admitida por instâncias do Judiciário brasileiro e até mesmo pela Organização das Nações Unidas. Tal constatação se deu, inclusive, quando a Lava Jato, disfarçada de bons propósitos, detinha elevada credibilidade pública e mesmo institucional.

Sem dúvida, a operação se traduziu em um dos maiores escândalos da história do Estado brasileiro e uma das mais danosas manifestações, desde a ditadura de 1964, do poder de persecução do Estado. Muito além de violar procedimentos formais ou de estabelecer, simplesmente, uma intepretação rigorosamente punitivista de normas jurídicas, a Lava Jato fulminou a própria relação que se estabelece entre o Estado e os indivíduos em termos civilizatórios, subverteu a nossa democracia constitucional e destruiu, irreversivelmente, importantes alicerces da economia do País.

Este texto não representa, necessariamente, a opinião de CartaCapital.

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