‘Vamos caçá-los e fazer com que paguem’, diz Biden após ataques em Cabul

O residente lamentou as mortes de americanos em atentado reivindicado pelo Estado Islâmico

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: Reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Foto: Reprodução

Mundo

O presidente Joe Biden lamentou as mortes em Cabul, no Afeganistão, após os atentados do Estado Islâmico nesta quinta-feira 26, e disse que os Estados Unidos vão buscar punições contra os líderes do grupo. O chefe da Casa Branca afirmou que tem “razões para acreditar” que a inteligência americana sabe o paradeiro de alguns dos terroristas.

 

 

As declarações ocorreram nesta quinta-feira 26, em coletiva de imprensa.

“Não vamos perdoar. Não vamos esquecer. Nós vamos caçá-los e fazer com que vocês paguem”, disse Biden, em referência ao grupo ISIS-K, que reivindicou a autoria do atentado que deixou dezenas de mortos na capital afegã. “Os terroristas do ISIS não vão vencer.”

 

Os Estados Unidos não serão intimidados, disse Biden.

 

Biden afirmou que a operação de retirada de americanos do Afeganistão deve continuar normalmente. A ordem do Taleban é que a missão esteja concluída até 31 de agosto, sem possibilidade de prorrogação.

O presidente fez também um momento de silêncio para os militares americanos mortos durante os atentados. Pelo menos 12 agentes do serviço americano estão entre as vítimas fatais.

“Aos militares americanos que deram as suas vidas, muito obrigado, vocês são heróis”, disse Biden, com elogios à defesa de valores como a liberdade, a segurança e o combate ao terrorismo.

A ocupação dos Estados Unidos no Afeganistão durou 20 anos e terminou com o País em situação similar à que estava antes: sob o controle de um grupo fundamentalista e denunciado por graves violações aos direitos humanos.

Especialistas consideram que a situação é de enorme desprestígio para as forças americanas, por não terem conseguido derrotar o Taleban, tarefa à qual haviam se proposto quando ocuparam o país.

Como mostrou CartaCapital, a tendência é de que o papel de China e Rússia cresça para a estabilização do Afeganistão, mas por instrumentos diferentes dos utilizados por Washington.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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