‘The Economist’ mostra colapso brasileiro e destaca o negacionismo de Bolsonaro

Especial da revista britânica discute a condução da pandemia pelas mãos do presidente brasileiro e aponta 'década sombria' no País

(Foto: Reprodução/The Economist)

(Foto: Reprodução/The Economist)

Mundo

A mais recente edição da revista britânica The Economist, publicada nesta quinta-feira 03, destaca o colapso brasileiro frente à pandemia e afirma que, sem a saída definitiva do presidente Jair Bolsonaro, dificilmente o País conseguirá se recuperar.

A revista, que é uma das mais lidas do mundo, traz uma coletânea de reportagens especiais acerca do comportamento de Bolsonaro em relação à Covid-19 – com menção à vacinação “às escuras” feitas pelo ministro Luís Eduardo Ramos devido ao “negacionismo” do presidente, além de declarações de Bolsonaro que remetiam a imunização a tornar-se “um jacaré” e a dispensa de contratos para obter vacinas da Pfizer ainda em 2020.

As reportagens também destacam o cenário político nacional, em especial o perfil dos parlamentares da Câmara dos Deputados, e criticam a falta de continuidade de reformas econômicas prometidas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Hospitais estão cheios, os tiros ecoam nas favelas e há um recorde de desemprego de 14,7%”, diz o começo do texto editorial da edição. “A desilusão pavimentou o caminho para Bolsonaro. Um capitão do Exército de formação com uma queda pela ditadura, ele persuadiu eleitores a verem sua displicência política como uma marca de autenticidade. Ele prometeu punir políticos corruptos, acabar com o crime e turbinar a economia. Falhou em todos os pontos”.

A postura de defesa da mineração em terras indígenas e os recordes de desmatamento na Amazônia também foram destaque no especial, com o apontamento dos recentes inquéritos envolvendo suspeitas do ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, ter colaborado com madeireiros ilegais no Pará.

Nos últimos anos, capas da The Economist sobre o Brasil repercutiram como um “termômetro” da imagem do País mundo afora. A metáfora utilizada comumente utiliza da imagem do Cristo Redentor, que já decolou, desgovernou-se e, agora, aparece com necessidade de oxigênio na ilustração-tema da revista.

“O Brasil vive uma década sombria, marcada pelo declínio da economia, desmatamento e, agora, a calamidade da Covid. Jair Bolsonaro é apenas parte do problema”, diz a publicação da revista nas redes.

 

 

 

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