Mundo
Sánchez propõe a Fujimori revisão de todos os votos do 2º turno no Peru
O resultado final pode levar entre duas e três semanas para ser conhecido, segundo as autoridades eleitorais
O candidato de esquerda Roberto Sánchez propôs nesta sexta-feira 12 à sua adversária de direita Keiko Fujimori a revisão de todos os votos do segundo turno presidencial no Peru, cuja lenta apuração avançou até 98%, com uma leve vantagem a favor dela.
Com 98,27% das atas apuradas, Fujimori reúne 50,005% dos votos, contra 49,995% de Sánchez, segundo dados da Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE) publicados em seu site.
“Proponho que solicitemos conjuntamente uma revisão exaustiva, uma recontagem de todo o processo, sobretudo onde haja indícios de que não tenha ocorrido a transparência que deveria existir”, anunciou Sánchez em entrevista coletiva.
Para prosperar, a proposta de revisão precisaria ser aceita por Fujimori e posteriormente apresentada às autoridades eleitorais.
O segundo turno de 7 de junho colocou frente a frente a filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) e Sánchez, herdeiro político do ex-presidente Pedro Castillo, preso após uma fracassada tentativa de autogolpe de Estado em 2022.
A apuração entrou em sua fase final com a revisão de atas de votação observadas ou contestadas, um procedimento que pode levar vários dias.
Embora isso faça parte do processo habitual, agora ganhou importância devido ao resultado apertado.
O resultado final pode levar entre duas e três semanas para ser conhecido, segundo as autoridades eleitorais.
Esta é a quarta vez que Fujimori disputa a Presidência, enquanto, para Sánchez, trata-se de sua primeira candidatura.
O vencedor substituirá o presidente interino José María Balcázar e se tornará o nono presidente do país em uma década.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Como os votos do exterior impulsionam Fujimori no 2º turno do Peru
Por CartaCapital
Após mais de uma semana de apuração, eleição no Peru segue acirrada, com Keiko um pouco à frente
Por CartaCapital


