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Como os votos do exterior impulsionam Fujimori no 2º turno do Peru

Keiko mantém vantagem sobre Roberto Sánchez com cerca de 98,3% das atas contabilizadas

Como os votos do exterior impulsionam Fujimori no 2º turno do Peru
Como os votos do exterior impulsionam Fujimori no 2º turno do Peru
Keiko Fujimori em 10 de abril de 2026. Foto: Ernesto Benavides/AFP
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A liderança de Keiko Fujimori (direita) na disputa de segundo turno pela Presidência do Peru contra Roberto Sánchez (esquerda) se deve aos votos no exterior. Na votação em território peruano, a filha do ex-ditador Alberto Fujimori está em desvantagem.

Às 19h10 desta sexta-feira 12, Keiko tinha 9.040.726 votos no total (50,010%), contra 9.037.285 de Sánchez (49,990%). Essa contagem — a que realmente importa para declarar o vencedor — engloba votos do Peru e de outros países. Até a publicação deste texto, cerca de 98,3% das atas haviam sido contabilizadas.

Considerando apenas o cenário no Peru, o candidato de esquerda amealhava 8.930.678 votos (50,210%), enquanto a postulante de direita registrava 8.856.087 (49,790%). No exterior, a situação se inverte: Keiko tinha 184.639 votos (63,396%), contra 106.607 (36,604%) de Sánchez. Neste caso, chegavam a 94,57% as atas apuradas.

Entre os países americanos — com exceção do Peru —, apenas Cuba deu vitória a Sánchez no segundo turno, embora o universo fosse de apenas 16 votos totais. No Brasil, com 97,7% da apuração concluída, a direita liderava por 2,769 votos (55,692%) a 2.203 (44,308%).

Apesar do alto índice de urnas apuradas, o resultado final ainda pode demorar cerca de duas semanas, segundo o Escritório Nacional de Processos Eleitorais.

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