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Reino Unido confirma morte por variante ômicron

‘A ideia de que esta é de alguma forma uma versão mais branda do vírus é algo que temos que deixar de lado’, disse Boris Johnson

Boris Johnson confirmou a primeira morte pela nova variante durante uma visita a um centro de vacinação.

Foto: Jeremy Selwyn/POOL/AFP
Boris Johnson confirmou a primeira morte pela nova variante durante uma visita a um centro de vacinação. Foto: Jeremy Selwyn/POOL/AFP
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Ao menos uma pessoa morreu no Reino Unido vítima da variante ômicron do coronavírus, afirmou nesta segunda-feira o primeiro-ministro britânico Boris Johnson, que fez um alerta contra a crença de que a nova cepa é menos mortal que as anteriores e fez um apelo a favor da vacinação.

“Infelizmente, foi confirmado que ao menos um paciente morreu com a ômicron, então acho que a ideia de que esta é de alguma forma uma versão mais branda do vírus é algo que temos que deixar de lado”, afirmou durante uma visita a um centro de vacinação.

Reino Unido reforça medidas de prevenção

Os britânicos retornaram ao teletrabalho nesta segunda-feira 13 e o governo iniciou uma luta contra o tempo para aplicar até o fim do ano vacinas de reforço em todos os adultos contra a variante ômicron.

“Infelizmente, ômicron está provocando hospitalizações e, infelizmente, confirmamos que ao menos um paciente morreu” por esta nova variante, declarou à imprensa o primeiro-ministro Boris Johnson ao visitar um dos centros de vacinação para aplicação da terceira dose contra a Covid-19.

Quinze dias após a detecção no país, o Reino Unido registra 3.137 casos de ômicron, mas os especialistas acreditam que o número é muito superior e o governo prevê que será a variante dominante em poucos dias.

O ministro da Saúde, Sajid Javid afirmou que a variante já representa 40% das infecções em Londres.

“Amanhã à noite será a maioria dos casos e não para de aumentar”, advertiu Johnson, cujo governo estabeleceu a missão complexa de oferecer a terceira dose da vacina contra a Covid-19 a todos as pessoas com mais de 18 anos até 31 de dezembro.

Isto significa quase um milhão de doses por dia: o país abriu mais centros de vacinação, que funcionarão por mais horas ao dia e receberão o apoio do exército.

O site do governo que permite agendar a vacinação caiu no domingo à noite, após um discurso de Johnson à nação. E os problemas persistiam nesta segunda-feira.

O portal informa ainda que acabaram os testes de antígenos que o serviço de saúde pública inglês distribui gratuitamente e que agora devem ser feitos diariamente por quem tem contato contato próximo com um infectado com a variante ômicron.

Johnson afirmou que as pessoas devem deixar de lado a ideia de que esta é de “alguma forma uma versão mais branda do vírus”.

“O melhor que podemos fazer é vacinar a todos”, insistiu.

Teletrabalho e passaporte sanitários

“Não pensei que teria tanta gente. É incrível”, declarou à AFP Sarah Jackson, uma londrina de 29 anos diante de um centro de vacinação com uma fila de duas horas para o registro e mais duas horas para receber a dose.

“Vou encontrar meus avós no Natal, mas não sei se será suficiente”, disse, lamentando que apesar de ter tirado a manhã de folga teria que faltar ao trabalho e criticando o governo por ter reagido tarde.

Com 66 milhões de habitantes, o Reino Unido, que com mais de 146.000 mortes é um dos países da Europa mais afetados pela pandemia, já havia decretado na semana passada medidas de precaução como o uso de máscaras em quase todos os locais fechados e o teletrabalho, que entrou em vigor nesta segunda-feira.

Mas no início da manhã o tráfego era intenso em áreas como a City de Londres e muitos ônibus circulavam lotados.

A partir desta semana também será exigido o passaporte sanitário em locais como casas noturnas e estádios de futebol.

As medidas irritaram alguns deputados do Partido Conservador de Johnson, que ameaçam uma rebelião na terça-feira, quando o Parlamento votará as novas medidas. Porém, as novas regras têm a aprovação garantida graças ao apoio do opositor Partido Trabalhista.

Este seria um novo revés para o primeiro-ministro, enfraquecido após uma série de escândalos relacionados com supostas festas celebradas em Downing Street no ano passado, quando as comemorações estavam proibidas pela pandemia e os britânicos se viram privados de reuniões familiares de Natal.

Diante de uma economia que começa a se recuperar após a retirada da maioria das restrições contra a Covid-19, o Executivo reluta em fechar lojas ou escolas, o que obrigaria os pais a ficar em casa com os filhos.

À espera de informações sobre o impacto da variante altamente contagiosa, “nossa estratégia tem sido ganhar tempo para avaliar e construir nossas defesas, para evitar que os hospitais fiquem lotado”, explicou Javid ao canal canal Sky News.

Com o rápido aumento dos contágios, o nível de alerta pela Covid-19 foi elevado no domingo de três para quatro (a escala vai até cinco), o que indica que “a transmissão é alta” e a pressão sobre a saúde pública “significativa ou crescente”.

 

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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