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Putin diz que ‘operação’ na Ucrânia é um ‘sucesso’ e nega intenção de ocupar Kiev
‘Eles simplesmente não nos deixaram nenhuma opção para resolver os problemas que surgem, sem culpa nossa, por meios pacíficos’, afirmou o presidente russo
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira 16 que sua “operação militar especial” na Ucrânia é um “sucesso” e ocorre “em estrita conformidade com os planos preestabelecidos”. As declarações foram transmitidas por TVs russas.
Putin disse ter lançado a ação contra a Ucrânia por ver esgotados os meios diplomáticos para resolver problemas de segurança.
“Eles simplesmente não nos deixaram nenhuma opção para resolver os problemas que surgem, sem culpa nossa, por meios pacíficos. Neste sentido, tivemos de iniciar a operação militar especial”, prosseguiu.
Segundo Putin, porém, “o aparecimento de tropas russas perto de Kiev e outras cidades da Ucrânia não tem nada a ver com a intenção de ocupar o país”.
“Nossos soldados e oficiais estão mostrando coragem e heroísmo. Eles estão fazendo tudo ao seu alcance para evitar perdas entre a população civil das cidades ucranianas”, completou, em relação à capital da Ucrânia.
Impacto econômico
Putin declarou que a economia russa se adaptará às novas realidades, mas ponderou que pode haver aumento temporário da inflação e do desemprego.
“Reforçaremos nossa soberania tecnológica e científica. Alocamos recursos adicionais para apoiar agricultura, manufatura, infraestrutura e construção de moradias. Continuaremos a desenvolver relações de comércio exterior com rápido crescimento, com mercados internacionais dinâmicos em mente”, acrescentou.
“Nesta situação, a nossa tarefa é minimizar riscos, não só cumprindo rigorosamente todas as obrigações sociais do Estado, mas também lançando novos mecanismos mais eficazes de apoio aos cidadãos e à renda.”
Para Putin, as sanções ocidentais contra o governo, a economia e a cultura da Rússia são comparáveis às perseguições contra os judeus.
“Os próprios líderes ocidentais já revelam que as sanções não são direcionadas a indivíduos ou empresas. Seu objetivo é atacar toda a nossa economia, suas esferas sociais e humanitárias, todas as famílias, todos os cidadãos da Rússia. De fato, tais medidas destinadas a piorar a vida de milhões de pessoas têm todos os sinais de agressão”, argumentou o chefe do Kremlin.
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