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Putin confirma que não participará de cúpula do G20 no Brasil

Mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional motivou a desistência do presidente russo em comparecer ao evento

Putin confirma que não participará de cúpula do G20 no Brasil
Putin confirma que não participará de cúpula do G20 no Brasil
Vladimir Putin, presidente da Rússia. Foto: Vyacheslav Prokofyev/Pool/AFP
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O presidente russo, Vladimir Putin, sob uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI) relacionada à guerra na Ucrânia, disse, nesta sexta-feira 18, que não participará da Cúpula do G20 no Brasil em 18 e 19 de novembro para não “perturbá-la”.

“Entendemos perfeitamente que, incluindo ou excluindo o fator TPI, toda a discussão será apenas sobre isso. E isso perturbaria o trabalho do G20. Para quê? Somos adultos!”, declarou o presidente russo durante um encontro com jornalistas estrangeiros.

Se viesse ao Brasil, Putin corria o risco de ser preso, uma vez que o País é signatário da constituição do TPI. Lula (PT) chegou a afirmar, recentemente, que não prenderia o russo, mas recuou pouco depois alegando que a decisão deveria ser da Justiça e não política.

Nos bastidores, o governo brasileiro seguiu se movimentando para que o presidente russo tivesse garantias para vir ao País sem que fosse preso, conforme mostrou CartaCapital em abril. A ação, no entanto, não prosperou.

Mauro Vieira, chanceler brasileiro, reforçou, mais recentemente, a posição emitida por Lula sobre o caso, alegando que, do ponto de vista político, não poderia impedir qualquer ordem judicial no caso.

“Pode haver isso. Eu não posso limitar, cercear um juiz, nem imaginar ou adivinhar o que vão fazer. Pode haver, tantas outras coisas podem acontecer”, declarou, durante entrevista à CNN Brasil, exibida no último domingo 13.

É ‘tradição’ que chefes de Estado tenham certa imunidade durante compromissos internacionais, mas, Putin tem evitado sair Rússia após a ordem emitida pelo TPI. Até aqui, limitou suas viagens a países que não reconhecem o tribunal como uma instância legítima de decisões e que, portanto, não dariam andamento ao mandado de prisão.

A opção por restringir suas agendas internacionais fez com que ele não fosse, por exemplo, aos dois últimos encontros do G20, que ocorreram na Indonésia e na Índia depois do começo da guerra na Ucrânia.

(Com AFP)

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