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Políticos franceses dizem não ao acordo UE-Mercosul: “Horror ecológico”

Eles prometem se mobilizar ‘na Assembleia Nacional, no Senado e no Parlamento europeu para que esse acordo funesto não seja ratificado’

(Foto: RFI)
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Na França, 37 políticos do partido conservador Republicanos assinam um artigo neste domingo 7 para dizer “não” ao acordo de comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O texto foi publicado no jornal Le Parisien.

Os signatários afirmam que o pacto é “um erro econômico e um horror ecológico”, além de ser “contrário aos interesses nacionais” da França. Os dois blocos acertaram o tratado há pouco mais de uma semana, após 20 anos de negociações, em uma aliança que vai envolver 770 milhões de consumidores em ambos os lados.

Mas o acordo desagrada tanto os agricultores franceses, que temem a concorrência com os produtos brasileiros, quanto os ecologistas, que denunciam o uso abusivo de agrotóxicos e o aumento do desmatamento no Brasil. O tratado ainda deve ser analisado e votado pelo Parlamento Europeu, além dos parlamentos nacionais dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

“Barreira ecológica” para impedir padrões desiguais

“Como justificar a imposição de cada vez mais normas aos produtores franceses, ao mesmo tempo em que abrimos nossas portas para produções agrícolas que não as respeitam?”, questionam os parlamentares conservadores, encabeçados por Guillaume Larrivé, que disputa a presidência do partido.

O texto defende a criação de uma “barreira ecológica nas fronteiras da Europa, para impedir a importação de países que não respeitam os padrões europeus ambientais”. Os signatários do artigo propõem incluir, na importação, taxas suplementares para compensar as emissões de gases de efeito estufa geradas pelo transporte. Eles prometem se mobilizar “na Assembleia Nacional, no Senado e no Parlamento europeu para que esse acordo funesto não seja ratificado”.

Os parlamentares ainda acusaram o presidente francês, Emmanuel Macron, de promover uma “ecologia burocrática”, ao criar novas instâncias de fiscalização que acabam, segundo o texto, entravando o trabalho de controle ambiental.

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