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Palestinos entregaram aos EUA a bala que matou jornalista da Al Jazeera

Investigações apontam que o tiro teria sido disparado de posição próxima a comboio israelense. Israel nega esta versão

Manifestantes seguram bandeira da Palestina (Ahmad GHARABLI / AFP)
Manifestantes seguram bandeira da Palestina (Ahmad GHARABLI / AFP)
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A Autoridade Palestina entregou a bala que matou a jornalista palestino-americana Shireen Abu Akleh, da Al Jazeera, para que médicos forenses dos Estados Unidos a examinem, anunciou o procurador-geral palestino à AFP no sábado (2).

Washington devolverá o projétil à Autoridade Palestina quando o parecer do especialista estiver concluído, disse o promotor, Akram Al Jatib.

A repórter foi morta a tiros em 11 de maio enquanto cobria uma operação militar israelense na Cisjordânia ocupada.

As investigações realizadas pela Autoridade Palestina e pelas Nações Unidas, assim como as apurações de vários meios de comunicação, sugerem que a bala que matou Abu Akleh foi disparada por forças israelenses.

Mas o exército israelense sustenta que essas conclusões são infundadas e insiste que é “impossível” determinar como a jornalista foi morta.

A repórter do canal catariano Al Jazeera “não foi abatida intencionalmente por um soldado israelense e é impossível determinar se foi morta por um atirador palestino que disparou indiscriminadamente na área onde estava ou por descuido de um soldado israelense”, declarou o exército em um comunicado.

No momento de sua morte, Abu Akleh estava usando um capacete e colete estampado com a palavra “Imprensa”.

A investigação oficial palestina concluiu que a jornalista morreu após ser atingido por uma bala logo abaixo do capacete.

Segundo o promotor palestino, trata-se de uma bala de 5,56 mm disparada de um fuzil semiautomático Ruger Mini-14.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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