Mundo
Oficial de segurança ucraniano reivindica ataque em Moscou e na Crimeia
O ataque ucraniano acontece poucos dias depois de o País sofrer uma ofensiva russa que danificou a catedral de Odessa, considerada pela Unesco como patrimônio da humanidade
Um oficial de segurança ucraniano reivindicou a responsabilidade de Kiev pelos ataques de drones que atingiram a capital russa de Moscou e a Crimeia nesta segunda-feira 24.
“Drones atacaram a capital e a Crimeia à noite. A guerra eletrônica e a defesa aérea estão se tornando cada vez menos capazes de proteger os céus dos ocupantes”, disse Mykhailo Fedorov, ministro ucraniano de transformação digital, em um post do Telegram.
“Aconteça o que acontecer, haverá mais disso”, acrescentou.
O Ministério de Fedorov está encarregado da iniciativa ucraniana “Exército de Drones”, o plano de aquisição de drones do governo.
O Ministério da Defesa da Rússia apontou que 17 drones foram lançados em direção à Crimeia durante a noite e que um depósito de munição russo foi atingido pelo ‘ataque terrorista’. A península foi anexada pelas forças russas em 2014 em uma ofensiva semelhante ao conflito atual.
Ja na Rússia, drones ucranianos atingiram dois prédios não residenciais em Moscou nas primeiras horas da manhã de segunda e foram “suprimidos” pelas defesas locais, disseram autoridades russas, descrevendo o incidente como um ataque “frustrado”.
Guindastes e trabalhadores fecham as janelas da Catedral da Transfiguração danificada como resultado de um ataque de míssil em Odesa em 23 de julho.
Foto: Oleksandr GIMANOV / AFP
O ataque ucraniano acontece poucos dias depois de o País sofrer uma ofensiva russa que danificou a catedral de Odessa, considerada pela Unesco como patrimônio da humanidade. Após o episódio, o presidente Volodymyr Zelensky prometeu represálias.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Ativista sueca Greta Thunberg é condenada à multa por desobedecer a polícia
Por AFP
Argentina e FMI chegam a acordo para renegociar dívida de U$S 44 bilhões
Por André Lucena
Seis presidiários morrem em confronto no Equador
Por AFP
Imprensa europeia celebra resistência da esquerda na Espanha
Por RFI
Direita vence eleições na Espanha, mas não alcança maioria para governar
Por CartaCapital



