OEA toma o lado de Israel e diz que Hamas é organização terrorista

'Recentes ataques do Hamas contra a população civil israelense constituem, sem dúvidas, atentados de natureza terrorista', diz a organização

Mulher no Paquistão protesta contra ataques de Israel à Palestina. Foto: Asif Hassan/AFP

Mulher no Paquistão protesta contra ataques de Israel à Palestina. Foto: Asif Hassan/AFP

Mundo

A Organização dos Estados Americanos classificou a organização Hamas como “terrorista”, em nota publicada nesta segunda-feira 17. O órgão escreveu que “recentes ataques iniciados por Hamas contra a população civil israelense constituem, sem dúvidas, atentados de natureza terrorista” e que “a violência do Hamas e os objetivos que perseguem claramente têm essa característica”.

 

 

Para a OEA, “a agressão terrorista do Hamas é ilimitada e sempre procura vítimas civis” e a organização palestina busca “escalar dinâmicas de conflitos e ações armadas, assim como semear o terror sobre a população inocente, seja israelense ou palestina”.

Também afirma que “o uso imoral e indigno de crianças e mulheres como escudos humanos, assim como a militarização de zonas residenciais, constituem por si mesmos atos que merecem o mais absoluto repúdio”. E prossegue: “o início dos ataques dessa natureza contra um país, com um objetivo terrorista claro sobre sua população civil, torna imprescindível a invocação do princípio de legítima defesa por parte de Israel“.

Ao fim da nota, a OEA declara que “os atentados do Hamas constituem um ataque contra a paz e a segurança de Israel e a região e tornam imperativo categorizar o Hamas como uma organização terrorista”.

Fundada em 1948, na Colômbia, a OEA reúne 35 estados independentes das Américas, inclusive o Brasil. Apesar de afirmar que baseia seus pilares na democracia e nos direitos humanos, o órgão é criticado por condutas controversas, como no caso do golpe na Bolívia de 2019, em que é acusado de disseminar erroneamente versão de que houve fraude eleitoral no país.

Agora, a OEA toma o lado de Israel em um conflito histórico com a Palestina. Por outro lado, a organização Human Rights Watch acusa o governo israelense de promover um apartheid contra os palestinos. O povo da Palestina vê o Hamas como um movimento de resistência contra a guerra territorial travada por Tel Aviv.

O recente confronto se deu após famílias palestinas serem ameaçadas de despejo por colonos israelenses no bairro Sheykh Jarrah, na cidade de Jesuralém Oriental. O Hamas e o governo de Israel, então, trocam ataques, sendo que o arsenal militar israelense é maior em diferentes proporções se comparado ao do movimento islâmico.

Como mostra a tradição nas últimas décadas, os Estados Unidos devem, novamente, colaborar com armamentos a Israel. Segundo o jornal americano The Washington Post, a administração de Joe Biden aprovou um pacote de 735 milhões de dólares em venda de armas ao governo de Benjamin Netanyahu.

No Twitter, o perfil oficial do governo de Israel publicou uma série de emojis que representam bombardeios e alegou que os símbolos estão relacionados ao número de vítimas israelenses pelos atos do Hamas.

Do outro lado, países como Rússia e China demonstram preocupações com a resposta de Israel. O Irã, que apoia a Autoridade Palestina, acusa Israel de cometer crimes de genocídio contra os palestinos. Protestos contra os ataques israelenses foram registrados em países no entorno, como Síria e Paquistão.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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