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Novos bombardeios de Israel em Gaza matam 14 mulheres e 12 crianças

Segundo a Defesa Civil do enclave palestino, o balanço de mortes causadas pelos disparos aéreos feitos pelo exército de Israel é de 30 pessoas

Novos bombardeios de Israel em Gaza matam 14 mulheres e 12 crianças
Novos bombardeios de Israel em Gaza matam 14 mulheres e 12 crianças
Palestinos recolhem corpos de mortos em novos ataques de Israel contra a Faixa de Gaza. Foto: Omar AL-QATTAA / AFP
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Pelo menos 30 pessoas, incluindo mulheres e crianças, foram mortas nesta terça-feira 29 na Faixa de Gaza por ataques aéreos israelenses. As bombas, segundo a Defesa Civil do território palestino, foram lançadas contra o distrito de Nuseirat, um campo de refugiados no centro do enclave.

O porta-voz do órgão de emergência, Mahmoud Basal, disse que os ataques ocorreram à noite e de madrugada e “atingiram várias casas de cidadãos” no campo de refugiados de Nuseirat.

O hospital local Al-Awda informou ter recebido “os corpos de 30 mártires, incluindo 14 mulheres e 12 crianças”.

Não houve declarações imediatas do Exército israelense, cujas forças realizam operações contra o movimento islamista palestino Hamas na Faixa de Gaza há quase 22 meses.

A ofensiva israelense, desencadeada por um ataque sangrento do grupo palestino em 7 de outubro de 2023, deixou quase 60 mil palestinos mortos em Gaza, segundo o Ministério da Saúde do território controlado pelo Hamas.

O novo ataque ocorre após o anúncio de Israel de que faria uma pausa tática parcial na ação militar em Gaza para permitir a entrada de ajuda humanitária. A frágil trégua foi imposta por pressão internacional contra a crescente onda de fome e desnutrição entre os palestinos.

Segundo o gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, a pausa nas operações militares abrange “áreas populosas importantes” entre 10h locais (04h em Brasília) e 20h, diariamente. As estradas designadas para a entrada de caminhões de ajuda humanitária estarão seguras entre 6h e 23h, de acordo com o gabinete.

Na prática, portanto, os ataques estariam liberados pelo governo israelense.

(Com informações de AFP)

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