Mundo
Mortes no Nepal chegam a 538; mais de 1.400 estão desaparecidos
A tragédia teria sido provocada pelo colapso parcial de uma geleira, que provocou uma gigantesca torrente de água gelada, lama e sedimentos
As equipes de resgate avançam nesta sexta-feira 28 em meio a condições extremas na região devastada por uma avalanche e por inundações na fronteira entre o Nepal e o Tibete. O desastre, ocorrido na quarta-feira 26, deixou centenas de mortos e mais de 1.400 desaparecidos, em uma das maiores tragédias recentes no Himalaia.
Segundo as autoridades nepalesas, ao menos 538 corpos foram recuperados no país. No Tibete, o balanço oficial é de cinco mortos e 558 desaparecidos. A Índia também informou ter encontrado sete corpos em rios que nascem no Nepal e acredita que sejam de vítimas das inundações. Entre os desaparecidos estão centenas de turistas estrangeiros e peregrinos hindus que seguiam em direção ao Monte Kailash.
A tragédia foi desencadeada, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), pelo colapso parcial de uma geleira, que provocou uma gigantesca torrente de água gelada, lama e sedimentos. A massa avançou sobre vales e povoados como um tsunami, destruiu casas, derrubou pontes e arrastou veículos. Nesta sexta, o risco de novos deslizamentos e enxurradas aumentou depois do rompimento de um lago formado pelo acúmulo de detritos no Tibete.
(Foto: Secretaria do Primeiro-Ministro do Nepal / AFP/ XGTY)
O perigo obrigou autoridades do Nepal a ordenar que equipes de emergência deixassem algumas áreas e procurassem locais seguros. Ao mesmo tempo, socorristas chineses conseguiram chegar à principal zona afetada no lado tibetano. Um primeiro grupo de 21 profissionais, acompanhado de um cão farejador, alcançou a região de Gyirong, próxima à fronteira nepalesa.
No Nepal, os trabalhos continuam concentrados em áreas isoladas, onde começam a faltar água potável e alimentos. O Exército tenta retirar mais de 100 pessoas presas no túnel de um projeto hidrelétrico no vale de Trishuli. Cerca de 350 trabalhadores e moradores já foram levados para locais seguros, mas o acesso segue difícil até mesmo por helicóptero.
(Com informações da AFP)
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.



