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Nepal confirma 270 mortes após avalanche; buscas por desaparecidos prosseguem

Enxurrada de água, lama e pedras atingiu áreas próximas à fronteira com o Tibete; autoridades ainda enfrentam riscos de novos deslizamentos e de uma segunda onda

Nepal confirma 270 mortes após avalanche; buscas por desaparecidos prosseguem
Nepal confirma 270 mortes após avalanche; buscas por desaparecidos prosseguem
Autoridades seguem na busca por desaparecidos no Nepal. Foto: Arun Sankar/AFP
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O número de mortos pela avalanche e pelas enxurradas que atingiram o norte do Nepal subiu para 270, segundo balanço atualizado pela polícia nepalesa nesta quinta-feira 27. Na região do Tibete, território chinês, outras três mortes foram registradas, elevando para 273 o número confirmado de vítimas nos dois lados da fronteira.

As equipes de resgate continuam procurando pessoas desaparecidas em uma área atingida por uma gigantesca onda de água, lama e pedras. O desastre começou após o colapso de uma geleira a cerca de 5,2 mil metros de altitude. A massa de gelo e água teria bloqueado temporariamente um rio de montanha, formando uma barragem natural que se rompeu e liberou uma correnteza de grande intensidade.

No lado nepalês, a enxurrada avançou pelos vales dos rios Trishuli e Bhotekoshi, ao norte e a leste da capital Katmandu. A destruição atingiu moradias e outras estruturas e deixou áreas isoladas. Estradas foram interrompidas e novos deslizamentos dificultam o acesso das equipes de emergência.

O Exército do Nepal utiliza helicópteros para retirar pessoas de áreas atingidas e levar suprimentos médicos e ajuda humanitária. Até a atualização anterior, 105 pessoas haviam sido evacuadas por via aérea. As autoridades também determinaram a retirada de moradores de áreas ao longo do vale do rio Bhote Koshi.

Um dos principais riscos agora é a possibilidade de uma nova enxurrada. Um relatório técnico preliminar do governo nepalês apontou que o lago formado após o desastre ainda não havia sido totalmente drenado e que não era possível descartar imediatamente uma nova onda de água.

A tragédia também provocou grandes danos à infraestrutura. Nove usinas hidrelétricas e 19 pontes foram destruídas, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.

A região afetada fica no Himalaia e é procurada por turistas, praticantes de trekking e alpinistas que viajam para a região do Everest. Entre os desaparecidos havia centenas de estrangeiros. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou não ter recebido, até a atualização divulgada, informações sobre brasileiros entre as vítimas.

No território chinês, a enxurrada de lama atingiu o porto de Gyirong, na fronteira com o Nepal. A imprensa estatal chinesa confirmou três mortes no local.

O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, deslocou-se para acompanhar a situação nas áreas atingidas. Na China, o presidente Xi Jinping pediu a mobilização de recursos para as operações de busca e resgate e para a retirada de moradores de áreas de risco.

* Com informações de AFP e RFI

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