Mundo
Milei compartilha publicação em que deputado trumpista chama Lula de ‘porco’
O novo ataque acontece em meio a uma crise na relação entre os dois países
O presidente da Argentina, Javier Milei, compartilhou nesta segunda-feira 10 uma publicação em que Carlos A. Giménez, parlamentar dos Estados Unidos e aliado de Donald Trump, chama o presidente Lula (PT) de “porco”.
“O ódio e o desprezo com que o criminoso Lula da Silva, do Brasil, se manifesta em relação ao nosso secretário de Estado, Marco Rubio, vêm diretamente de seus chefes na ditadura castro-comunista”, escreveu o republicano. “Os brasileiros merecem muito mais do que esse porco”, completou.
O novo ataque acontece em meio a uma crise na relação entre os dois países, deflagrada por repetidas ofensas de Milei às autoridades brasileiras. Em 25 de julho, ao participar da convenção partidária do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, Milei fez um discurso no qual se referiu ao presidente Lula como “ladrão e presidiário”.
No dia seguinte, em uma entrevista a uma rádio argentina, Milei acusou o Brasil de liderar uma “campanha anti-Argentina” durante a Copa do Mundo. Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores decidiu rebaixar a relação diplomática com a Argentina para nível de encarregado de negócios.
A ofensiva de Milei contra o Brasil não é apoiada pela maioria dos argentinos, segundo uma pesquisa da Zubán Córdoba divulgada nesta segunda-feira. De acordo com o levantamento, 70,5% dos entrevistados disseram rejeitar as ofensivas do mandatário argentino contra o brasileiro, enquanto 20% aprovam a postura e 9,5% não souberam ou não responderam.
Além de medir a reação aos ataques de Milei, a consultoria Zubán Córdoba perguntou aos argentinos sobre a importância econômica do Brasil. Para 88,9% dos entrevistados, o País vizinho e sua economia são importantes para a economia argentina. Outros 10,5% consideram a relação pouco relevante e 0,6% não souberam responder.
Realizada entre os dias 8 e 10 de agosto, a pesquisa ouviu 1.200 pessoas com 16 anos ou mais em todo o território argentino. A coleta foi realizada pela internet, por meio de questionário estruturado, e a sondagem tem margem de erro de 2,83 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
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