Mundo

Mesmo após massacre no Texas, Trump pede que cidadãos se armem para combater o ‘mal’

‘A existência do mal não é motivo para desarmar os cidadãos que respeitam a lei’, alegou o ex-presidente em evento de grupo de lobby

Donald Trump na edição 2022 da convenção da NRA. Foto: Brandon Bell/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/Getty Images via AFP
Donald Trump na edição 2022 da convenção da NRA. Foto: Brandon Bell/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/Getty Images via AFP
Apoie Siga-nos no

O ex-presidente de Estados Unidos Donald Trump rejeitou, nesta sexta-feira 27, controles mais rígidos de acesso às armas de fogo no país, mesmo após o massacre em uma escola do Texas, e disse que os cidadãos decentes devem poder se armar para se defender do “mal”.

“A existência do mal em nosso mundo não é motivo para desarmar os cidadãos que respeitam a lei”, disse Trump aos presentes na convenção anual da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês). “A existência do mal é uma das melhores razões para armar os cidadãos que respeitam a lei.”

Os comentários de Trump ocorreram durante evento do grupo de lobby em defesa da posse de armas. A NRA realiza sua convenção anual em Houston, três dias depois que 19 crianças e duas professoras foram assassinadas a tiros em uma escola de ensino fundamental do Texas, o que reacendeu o debate sobre o controle de armas no país.

Salvador Ramos, de 18 anos, havia adquirido legalmente o fuzil AR-15 que utilizou para cometer o massacre da última terça-feira na Robb Elementary School, em Uvalde, Texas.

Trump leu os nomes das 19 crianças assassinadas, as quais descreveu como vítimas de um “lunático” fora de controle, antes de sugerir que os esforços para aumentar os controles de acesso às armas seriam “grotescos”.

“Todos devemos nos unir, republicanos e democratas, em todos os estados e em todos os níveis de governo, para finalmente aumentar a segurança de nossas escolas e proteger nossas crianças”, alegou Trump. “O que necessitamos agora é de uma revisão de segurança, de cima em baixo, nas escolas de todo o país.”

Muitos oradores que estavam previstos no evento da NRA, incluindo o governador do Texas, o republicano Greg Abbott, desistiram de participar após o massacre em Uvalde.

O presidente Joe Biden, que defende maiores controles de acesso às armas de fogo, comparecerá pessoalmente a Uvalde no domingo, ao de sua esposa, Jill, para “se consolar com a comunidade”, segundo funcionários da Casa Branca.

A NRA é a organização pró-armas mais influente dos Estados Unidos e realiza um intenso lobby em defesa da segunda emenda da constituição, que garante o direito à posse de armas desde 1791.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

Tags: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.