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Lula critica ataques de Israel em Gaza e denuncia ‘genocídio’; Conib lança nota de repúdio

Ofensiva israelense contra o enclave já deixou mais de 15.000 mortos, segundo autoridades locais

Agenda do presidente Lula em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em 2 de dezembro de 2023. Foto: Giuseppe Cacace/AFP
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O presidente Lula (PT) voltou a criticar os ataques do Exército de Israel contra a Faixa de Gaza, em resposta à ofensiva deflagrada pelo Hamas em 7 de outubro. As declarações, neste sábado 2, foram concedidas durante um evento na COP28 organizado pelo G77 + China. O grupo, criado em 1964, reúne 134 nações de países da Ásia, da África e da América Latina.

Sob a promessa de aniquilar o Hamas, Israel iniciou uma campanha de ataques aéreos e terrestres em Gaza que, segundo as autoridades do enclave, já deixou mais de 15.000 mortos.

“O que está acontecendo na Faixa de Gaza não é guerra, é praticamente um genocídio“, disse Lula, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. “Só de crianças, são mais de seis mil mortos, além de milhares de crianças desaparecidas. Mulheres fazendo cesariana para ter filhos antes de ser atingidas por uma bomba.”

Na sexta-feira 1º, em entrevista à Al Jazeera, Lula já havia afirmado que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, é de extrema-direita e que não tem nada a dizer a ele em relação à guerra. Declarou também que o premiê tem “pouca sensibilidade humana para os problemas dos palestinos”.

As declarações deste sábado geraram uma reação da Confederação Israelita do Brasil. Em nota, a entidade lamentou o uso do termo “genocídio” para se referir às ações de Israel.

“É uma acusação falsa que, vinda do presidente da República, ganha dimensões mais graves”, diz o comunicado. “Pedimos equilíbrio às autoridades neste momento doloroso, com aumento do antissemitismo.”

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