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Número de mortos na guerra entre Israel e Hamas em Gaza ultrapassa a marca de 35.000

Rafah, o último refúgio de civis palestinos, vive momentos de tensão antes de um iminente grande ataque israelense

Palestina lamenta a morte do seu filho em Gaza. Foto: AFP
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O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, governada pelo movimento islamista palestino Hamas, anunciou neste domingo 12 que 35.034 pessoas morreram desde o início da guerra com Israel em 7 de outubro de 2023.

Pelo menos 63 pessoas morreram nas últimas 24 horas, segundo o comunicado, que também relata um número de 78.755 pessoas feridas em mais de sete meses de conflito.

Neste momento, os palestinos vivem momentos de tensão por um iminente grande ataque de Israel em Rafah, o último refúgio de civis palestinos no enclave.

Por lá, estavam concentrados mais de 1,4 milhão de pessoas desde o início da guerra. Israel estima, porém, que mais de 300 mil já deixaram o local após suas ordens de evacuação.

Os militares comandados por Benjamin Netanyahu preparam, neste momento, um grande ataque na cidade, sob alegação desta ser a última posição do Hamas. A comunidade internacional, no entanto, alerta para o provável desastre humanitário que a ofensiva pode causar. Os EUA, principal aliado de Israel, chegou a ameaçar o corte de ajuda militar diante da ameaça.

Ao passo em que determinou a evacuação, Israel já disparou bombas em Rafah. O exército alega que se trata de uma operação delimitada. Civis, porém, foram atingidos, segundo diferentes relatos colhidos por agências de notícias internacional.

Foto: AFP

A ONU alertou que a ajuda humanitária está bloqueada desde que as tropas israelenses entraram no leste de Rafah na segunda-feira e tomaram a passagem da fronteira com o Egito, fechando uma entrada vital a este território ameaçado pela fome.

O norte de Gaza também foi alcançado pelas bombas israelenses e pelo menos 21 pessoas morreram durante a noite no centro de Gaza. Seus corpos foram levados para o Hospital dos Mártires de Al Aqsa, na cidade de Deir al Balah, informou a unidade.

Um cessar-fogo chegou a ser negociado, mas não avançou diante da falta de concordância entre os termos. O Hamas, após a recusa de Israel, classificou aquela como a ‘última chance’ de libertar 128 reféns feitos no dia 7 de outubro de 2023. Há indícios de que 36 deles tenham morrido nos últimos dias.

Joe Biden, dos EUA, disse que, se o Hamas libertasse todos os reféns, um cessar-fogo imediato poderia ocorrer. Ele, porém, não forneceu garantias de sua afirmação, já que Israel promete seguir com as operações, independentemente da trégua.

(Com informações de AFP)

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