Mundo
Luis Arce anuncia que não vai concorrer à reeleição na Bolívia
O presidente desafiou ex-aliado e hoje desafeto Evo Morales a também deixar de concorrer
O presidente da Bolívia, Luis Arce, anunciou que não vai concorrer à reeleição no pleito marcado para o próximo mês de agosto. A decisão acontece pouco depois de ele ser lançado como candidato à presidência pelo partido Movimento ao Socialismo (MAS).
Ao informar na terça-feira 13 que não irá concorrer, Arce ainda mandou um recado ao ex-presidente Evo Morales, seu antigo aliado e hoje adversário político, que pretende buscar um novo mandato – algo que, em tese, ele não poderia, segundo a Constituição do país.
“Lanço um desafio ao ex-Presidente Evo Morales, para não insistir em ser candidato à presidência. Primeiro, porque constitucionalmente não pode; segundo, porque a fragmentação dos votos só vai favorecer a direita”, disse o atual mandatário.
Em março deste ano, Evo anunciou a criação de um novo partido, o Evo Pueblo (Evo Povo), depois de deixar o MAS. Como o processo de registro é demorado, ele diz que irá concorrer por outra legenda, a Frente para a Vitória.
O cenário político boliviano tem Evo como figura de destaque. Nos últimos meses, ele foi alvo de ordem de prisão, acusado de tráfico de pessoas envolvendo uma menor de idade. A Justiça chegou a decretar a prisão preventiva de uma juíza que anulou a ordem de detenção contra o ex-presidente.
Arce defende uma candidatura de consenso das forças de esquerda. Ele afirma que renuncia para evitar ser fator de divisão do voto das camadas populares, e não quer dar chance para um “projeto de direita fascistóide” no país.
“Proponho uma ampla unidade da esquerda, das organizações sociais e do povo em torno de um programa para avançar, somando forças por um candidato que tenha as maiores chances de derrotar os saqueadores da Bolívia”, resumiu, sem apontar um nome.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Justiça decreta prisão preventiva de juíza que anulou ordem contra Evo Morales na Bolívia
Por AFP
O que se sabe sobre a detenção de juíza que anulou ordem de prisão contra Evo Morales
Por CartaCapital e AFP
Evo Morales lançará novo partido na Bolívia, após romper com Luis Arce
Por AFP



