Mundo
Evo Pueblo: o novo partido do ex-presidente da Bolívia Evo Morales
O líder indígena aspira a um quarto mandato, apesar de estar impedido pela Justiça
O ex-presidente Evo Morales liderará um novo partido na Bolívia: Evo Pueblo (Evo Povo), que formou junto a indígenas e camponeses após se separar do governista Movimento ao Socialismo, conforme anunciou nesta segunda-feira 31.
A formação de esquerda deverá agora seguir um longo processo para obter seu reconhecimento legal, o que a impedirá de apoiar a próxima candidatura de Morales para as eleições de agosto.
O líder indígena de 65 anos aspira a um quarto mandato, apesar de estar impedido pela Justiça.
Por enquanto, pretende concorrer nas eleições de 17 de agosto pelo Frente para a Vitória, um pequeno partido sem representação parlamentar.
O ex-mandatário anunciou seu novo partido durante uma reunião de camponeses e operários que, desde sábado, estão em Villa Tunari, seu reduto político no departamento de Cochabamba.
“Foi proposta a aprovação da sigla ‘EVO PUEBLO’ como identificação oficial do movimento, e ela foi aprovada por maioria”, disse Morales nas redes sociais.
Entre outros requisitos, o Evo Pueblo deverá registrar um mínimo de 109.500 militantes, o equivalente a 1,5% do eleitorado.
O tribunal constitucional decidiu há mais de um ano que nenhum boliviano pode exercer mais de dois mandatos presidenciais. O julgamento restringe as aspirações de Morales, que governou por três mandatos consecutivos entre 2006 e 2019.
No entanto, Morales insiste em sua candidatura. “Aqui não há plano B. O candidato único é Evo”, afirmou no sábado.
O líder mantém uma disputa acirrada com o presidente Luis Arce, seu antigo aliado, a quem acusa de tentar bani-lo da corrida eleitoral.
O governista Movimento ao Socialismo, partido que Morales liderou por 26 anos, está agora sob o controle de uma cúpula de aliados de Arce.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



