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Los Lobos: Facção criminosa assume autoria do assassinato do candidato à Presidência no Equador

Grupo criminoso reivindica, em vídeo, a morte de Fernando Villavicencio; eles acusam o presidenciável de não ter cumprido acordos firmados em troca de dinheiro para a campanha

Los Lobos: Facção criminosa assume autoria do assassinato do candidato à Presidência no Equador
Los Lobos: Facção criminosa assume autoria do assassinato do candidato à Presidência no Equador
Fernando Villavicencio durante sua campanha eleitoral. Foto: Rodrigo BUENDIA / AFP
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A facção criminosa Los Lobos reivindicou, nesta quinta-feira 10, o ataque que levou a morte de Fernando Villavicencio, candidato à presidência no Equador.

Na noite de ontem, Villavicencio foi assassinado após sair de um encontro político na cidade de Quito. O presidenciável chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, dezenas de homens encapuzados e fortemente armados assumem a autoria do crime contra a vida de Villavicencio e afirmam pertencer a facção Los Lobos. O grupo em questão é a segunda maior organização criminosa atuante no país.

Na gravação, os membros da facção também ameaçam outros políticos, como o presidenciável Jan Topic.

“Toda vez que políticos corruptos não cumprirem suas promessas quando receberem nosso dinheiro – que é milhões de dólares – para financiar sua campanha, serão dispensados. Você também, Jan Topic, mantenha sua palavra. Se você não cumprir suas promessas, será o próximo”, afirmam.

Uma das suposições que cercam a afirmação do “não cumprimento da palavra” é de que, durante a campanha para presidente, Fernando Villavicencio condenou a ação de facções no país e disse que, se eleito, faria ações de repressão ao crime organizado.

Embora a facção Los Lobos reivindique a morte, as autoridades do equador ainda não vinculam oficialmente o assassinato ao grupo. Na semana anterior, Villavicencio havia notificado a polícia após ter recebido ameaças da facção Los Choneros.

Na noite de ontem, seis pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato de Villavicencio foram presas e uma pessoa morreu durante troca de tiros com a polícia. Apesar do atentado, a eleição equatoriana será mantida para o dia 20 de agosto.

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