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Kremlin afirma que não está preocupado com possibilidade de detenção de Putin na Mongólia

Será a primeira viagem do líder russo a um país integrante do TPI após ordem de prisão emitida pelo tribunal

Kremlin afirma que não está preocupado com possibilidade de detenção de Putin na Mongólia
Kremlin afirma que não está preocupado com possibilidade de detenção de Putin na Mongólia
Agenda do líder russo prevê viagem na próxima semana - Foto: Alexander Kazakov / pool / AFP
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O Kremlin afirmou nesta sexta-feira 30 que não está preocupado com a possibilidade de detenção do presidente Vladimir Putin, alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI), durante sua viagem na próxima semana à Mongólia, país membro do TPI.

“Não há preocupação. Mantemos um excelente diálogo com nossos amigos da Mongólia”, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov.

Putin deve visitar a Mongólia na terça-feira 3, em sua primeira viagem a um país signatário do Estatuto de Roma, tratado internacional que estabeleceu o TPI, desde que o tribunal emitiu o mandado de prisão em 2023.

O presidente russo é acusado de crimes de guerra pela “deportação” de crianças ucranianas nos territórios ocupados pela Rússia após o início da ofensiva na ex-república soviética, em fevereiro de 2022. O Kremlin rejeita as acusações.

O Estatuto de Roma estipula que cada Estado-membro que tenha recebido uma solicitação “adote imediatamente as medidas necessárias para a detenção” do indivíduo procurado e que este seja levado “sem demora à autoridade judicial competente do Estado de detenção”.

A Mongólia, que fica entre a Rússia e a China, assinou o Estatuto de Roma em 2000, antes de ratificá-lo em 2002.

O presidente russo não compareceu à reunião de cúpula dos Brics na África do Sul em agosto de 2023 e do encontro do G20 na Índia, um mês depois.

Putin viajou à China em maio deste ano, visitou a Coreia do Norte em junho e o Azerbaijão este mês, países que não são membros do TPI.

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