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Justiça condena Trump por desacato e determina entrega de documentos de empresas

A ação investiga o ex-presidente por falsificação de valores de bens para obter benefícios fiscais

Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos. Foto: Mandel Ngan/AFP
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos. Foto: Mandel Ngan/AFP
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A Justiça do estado de Nova York condenou o ex-presidente norte-americano Donald Trump por desacato ao não cumprir uma ordem de entrega de documentação referente a empresas da Organização Trump. O conglomerado é investigado por falsificar valores de empreendimentos para obter vantagens em empréstimos e deduções fiscais. 

A medida também determina a imediata entrega da documentação requerida pelo tribunal, aguardada pelas autoridades desde 3 de março, quando o prazo limite dado à defesa do ex-presidente se esgotou. 

A Justiça americana ainda decidiu que o descumprimento da medida acarretará multa de 10 mil dólares por dia de atraso. 

A acusação feita pela Procuradoria-Geral estadunidense pontua os “repetidos descumprimentos” da ordem judicial de requisição dos documentos. 

Segundo o órgão acusatório, foram encontrados indícios de que as empresas de Trump teriam usado avaliações fraudulentas de ativos para obter vantagens econômicas. 

À época, uma procuradora afirmou que os valores referentes aos bens da Organização Trump eram “geralmente inflados como parte de um padrão para sugerir que o patrimônio líquido de Trump era maior do que teria parecido de outra forma”.

Entre os bens supervalorizados estariam um clube de golfe, mansões jamais construídas e o apartamento do ex-presidente na Trump Tower. 

Além da ação que busca apurar desvios civis, uma investigação criminal apura os mesmos fatos. 

A defesa de Trump alegou que a investigação seria uma “expedição de pescaria” e que todos os documentos referentes aos pedidos “estão em dia”. 

Os advogados ainda declararam que entrarão com um recurso nos tribunais superiores para reverter a decisão. 

A sessão foi acompanhada por um grupo de manifestantes contrários ao republicano, apontado como o provável candidato à Presidência pelo partido em 2024. 

Marina Verenicz
Repórter do site de CartaCapital

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