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Israel diz que tomou controle de Parlamento e prédios do governo do Hamas em Gaza

Na segunda, o ministro da Defesa de Israel afirmou que o Hamas havia perdido o controle da Faixa de Gaza

Israel diz que tomou controle de Parlamento e prédios do governo do Hamas em Gaza
Israel diz que tomou controle de Parlamento e prédios do governo do Hamas em Gaza
Exército de Israel na fronteira com Gaza. Foto: GIL COHEN-MAGEN / AFP
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O Exército de Israel anunciou nesta terça-feira 14 que tomou o controle de edifícios governamentais do movimento islamista palestino Hamas em Gaza, incluindo o Parlamento e prédios do governo e da polícia.

Desde o violento ataque do Hamas em 7 de outubro, no qual 1.200 pessoas morreram em Israel, segundo as autoridades do país, o Exército israelense bombardeia a Faixa de Gaza e seus tanques cercam a Cidade de Gaza, em particular os hospitais, que segundo as autoridades israelenses são utilizados pelo Hamas como bases logísticas e militares.

O anúncio da tomada de prédios públicos acontece um dia após o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirmar que o Hamas havia perdido o controle da Faixa de Gaza. Conforme disse na segunda-feira 13, os combatentes do grupo estariam fugindo para o sul do enclave.

“O Hamas perdeu o controle de Gaza. Os terroristas estão fugindo para o sul. Os civis estão saqueando as bases do Hamas”, declarou Gallant, sem fornecer provas.

Os civis “já não acreditam no governo” do Hamas, acrescentou o ministro, em um vídeo exibido pelas principais redes de televisão israelenses.

O anúncio desta terça vai na mesma linha, apontando, ainda sem confirmações, a tomada de territórios antes controlados pelo Hamas. Nesta terça, o principal hospital de Gaza amanheceu cercado por tanques. Sem operar desde domingo, dezenas de pessoas, incluindo bebês, já morreram no local por falta de energia.

EUA alertaram Israel para que os civis sejam protegidos no hospital, local que o Exército de Benjamin Netanyahu insiste ser usado como esconderijo de terroristas. A ONU estima que cerca de 10 mil pessoas estão abrigadas no complexo neste momento, descrito como um verdadeiro necrotério e em condições desumanas.

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