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HRW denuncia possíveis ‘crimes de guerra’ contra presos russos

Vídeos recentes que circularam nas redes sociais mostram soldados ucranianos atirando nas pernas de prisioneiros russos amarrados na traseira de uma van

Soldados ucranianos.

Foto: Sergei SUPINSKY / AFP
Soldados ucranianos. Foto: Sergei SUPINSKY / AFP
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A ONG Human Rights Watch pediu às autoridades ucranianas que investiguem potenciais “crimes de guerra” contra prisioneiros russos, após a divulgação de imagens, mostrando soldados ucranianos atirando nas pernas deles.

Em um vídeo divulgado em 27 de março, vê-se três homens em trajes de campanha, com as mãos amarradas nas costas, jogados no chão de uma van por outros homens armados que atiram em suas pernas.

Embora não tenha sido possível estabelecer sua autenticidade de forma independente, a AFP geolocalizou o vídeo como tendo sido gravado na localidade de Mala Rogan, na região de Kharkiv (nordeste). A área foi retomada esta semana pelas forças ucranianas após uma contra-ofensiva.

Jornalistas da AFP que viajaram para Mala Rogan em 28 de março viram os corpos de dois soldados russos caídos em uma das estradas do povoado, em grande parte destruído pelos combates. Pelo menos outros dois corpos foram lançados em um poço.

“Se isso for confirmado, agredir e atirar nas pernas dos combatentes capturados constituiria um crime de guerra”, disse a HRW em um comunicado divulgado na noite de quinta-feira (31).

“A Ucrânia deve demonstrar que é capaz e está disposta a prevenir e a punir as graves violações do direito internacional humanitário”, acrescentou a HRW.

Em comentário no aplicativo Telegram, um conselheiro da Presidência ucraniana, Oleksiy Arestovich, reconheceu que os abusos contra prisioneiros constituem um “crime de guerra” e que tais atos devem ser “punidos”.

Soldados russos também são acusados de abusos desde o início da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro passado.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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