Mundo
Governo Trump reinstala estátua de general confederado derrubada em 2020
Manifestantes derrubaram o monumento com uma corda e tentaram incendiá-lo enquanto entoavam o lema do movimento antirracista ‘Black Lives Matter’
A estátua de um general confederado durante a Guerra Civil dos Estados Unidos (1861-1865), derrubada e danificada em 2020 por manifestantes antirracistas, será restaurada e reinstalada em Washington, anunciou nesta segunda-feira 4 o Serviço Nacional de Parques.
A Guerra de Secessão americana entre os estados do norte e do sul (confederados) culminou com a abolição da escravidão e a reunificação do país.
Muitos monumentos erigidos em homenagem a figuras confederadas durante essa guerra foram demolidos em 2020.
Albert Pike (1809-1891), também jurista e escritor, foi a única figura militar confederada com seu próprio monumento na capital dos Estados Unidos.
Poucos dias após a retirada da estátua de Pike, manifestantes tentaram fazer o mesmo com a do sétimo presidente dos Estados Unidos, Andrew Jackson (1767-1845), favorável à escravidão e admirado pelo presidente Donald Trump.
O Serviço Nacional de Parques “restaurará e reinstalará a estátua de bronze de Albert Pike, que foi derrubada e vandalizada durante os distúrbios de junho de 2020”, informa um comunicado. A previsão é que ela seja colocada novamente em um parque de Washington, em outubro.
Em março, Trump assinou dois decretos “para tornar o distrito de Columbia [Washington] um lugar seguro e bonito” e “para restaurar a verdade e a sanidade na história americana”.
O bilionário republicano, que já esteve no poder em um primeiro mandato de 2017 a 2021, qualificou o ocorrido com a estátua de Pike como uma “vergonha” para o país.
O movimento para derrubar monumentos em homenagem a figuras pró-escravidão ganhou força após a morte do afro-americano George Floyd, que foi asfixiado em maio de 2020 por um policial branco.
Há cinco anos, na noite de 19 para 20 de junho, manifestantes derrubaram o monumento com uma corda e tentaram incendiá-lo enquanto entoavam o lema do movimento antirracista afro-americano “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam).
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