Filhos de Evo Morales deixam a Bolívia rumo à Argentina

Anúncio foi feito pelo ministro do Interior, Arturo Murillo: 'Os filhos não respondem pelos crimes dos pais', justificou

Justiça boliviana rejeita demanda para inabilitar partido de Evo Morales. (Foto: CLAUDIO CRUZ / AFP)

Justiça boliviana rejeita demanda para inabilitar partido de Evo Morales. (Foto: CLAUDIO CRUZ / AFP)

Mundo

Os dois filhos do ex-presidente Evo Morales, que se encontra asilado no México, deixaram a Bolívia neste sábado rumo à Argentina, informou o governo interino boliviano. O ministro do Interior, Arturo Murillo, disse em sua conta no Twitter que os parentes de Morales receberam garantias para deixar o país.

“Seguindo as instruções da presidente Jeanine Añez, demos todas as garantias aos filhos de Evo Morales para deixar o país, nesta manhã eles embarcaram em um avião da Latam”, escreveu o ministro, sem precisar os motivos da viagem. “Cuidamos da família, os filhos não respondem pelos crimes dos pais”, completou.

Anteriormente, Morales havia alertado na mesma rede social que sua filha estava sendo acusada de “enriquecimento ilícito”.

“A acusação contra minha filha Evaliz é outro exemplo da mentira e das difamações que o regime de fato faz. Exijo que eles apresentem uma prova do suposto ‘enriquecimento ilícito’. O que mais eles vão inventar para tentar nos atacar!”.

A Bolívia passa por sua pior crise em anos após as eleições gerais de 20 de outubro. Com quase 14 anos no poder, Morales foi proclamado vencedor por um novo mandato de cinco anos, mas a oposição alegou fraude e iluminou as ruas contra o líder indígena. A OEA encontrou irregularidades no processo.

Pressionado pelos protestos e depois de perder o apoio das forças militares e da polícia, o então presidente foi forçado a renunciar em 10 de novembro. Morales exilou-se no México denunciando um golpe, enquanto seus partidários lançaram uma contraofensiva que mergulhou grande parte do país no caos.

Responda nossa pesquisa e nos ajude a entender o que nossos leitores esperam de CartaCapital

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!

Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

Compartilhar postagem