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Ex-presidenta da Bolívia anuncia greve de fome antes de julgamento sobre golpe de Estado

Jeanine Áñez será julgada a partir desta quinta-feira 10 ao lado de oito militares reformados

A ex-presidenta boliviana Jeanine Áñez. Foto: Reprodução/ONU
A ex-presidenta boliviana Jeanine Áñez. Foto: Reprodução/ONU
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A ex-presidenta da Bolívia Jeanine Áñez declarou que entrará em greve de fome contra sua prisão. A declaração, feita em uma carta à qual a agência AFP teve acesso, ocorre na véspera de seu julgamento por participação em um golpe de Estado.

“Tomo uma das decisões mais difíceis da minha vida. Hoje entro em greve de fome. Estou desesperada por ver um país sem justiça, nem lei”, afirmou Áñez na carta, lida por sua filha, Carolina Ribera, na porta da prisão de La Paz, onde sua mãe está presa há 11 meses.

A líder de direita de 54 anos será julgada a partir desta quinta-feira 10 ao lado de oito militares reformados.

Áñez chegou ao poder e se manteve por cerca de um ano, após a vitória de Evo Morales em 2019 sofrer acusações de fraude. No entanto, em uma nova votação em 2020, Luís Arce, aliado de Morales, venceu nas urnas, o que, para especialistas, desmentiu a narrativa de irregularidades no pleito.

Como mostrou CartaCapital, houve relatos de hostilidade a observadores internacionais quando a eleição presidencial ocorreu. Segundo a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), que foi ao país para acompanhar o pleito, o governo Áñez instaurou presença ostensiva de militares para intimidar a população.

(Com informações da AFP)

CartaCapital
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