Mundo

Estados Unidos aliviarão sanções à Venezuela no setor energético

O governo de Joe Biden deve permitir que a petrolífera Chevron negocie com o governo de Nicolás Maduro os termos de sua presença no país

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Yuri Cortez/AFP
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Yuri Cortez/AFP
Apoie Siga-nos no

O governo dos Estados Unidos aliviará sanções à Venezuela, segundo publicações de veículos americanos nesta terça-feira 17. As medidas seriam adotadas no setor energético.

Com a decisão, a Casa Branca estaria incentivando as discussões políticas entre o presidente Nicolás Maduro e a oposição venezuelana.

O primeiro passo seria permitir que a Chevron, última petrolífera estadunidense a operar na Venezuela, negocie a sua licença com a PDVSA, estatal de petróleo do governo chavista, para continuar no território.

O acordo evitaria, por ora, perfurações e a exportação de qualquer petróleo de origem venezuelana. A depender do andamento do diálogo, a Chevron poderia passar a enviar equipamentos para a Venezuela e iniciar a extração e a venda do petróleo venezuelano.

Os Estados Unidos, que não consideram a Venezuela uma democracia, estariam com vistas nas eleições de 2024, que ocorrerão seis anos após a reeleição de Maduro.

Apesar de ter chegado ao poder após vitória eleitoral, Maduro não foi reconhecido como presidente por boa parte da comunidade internacional, sob acusações de fraudes na votação.

Nesta semana, a oposição venezuelana anunciou um “amplo e plural processo de primárias em 2023” para eleger quem disputará a eleição contra o representante do chavismo no ano seguinte.

Desde agosto do ano passado, o governo chavista voltou às instalações de mesas de diálogo com setores da oposição, na Cidade do México. Porém, Maduro disse a uma rede estatal que as negociações haviam fracassado por “sabotagem” dos Estados Unidos.

O governo da Venezuela há anos insiste que os Estados Unidos reduzam as sanções contra o país, que dificultam a aquisição de itens como alimentos básicos, medicamentos, combustíveis e peças de máquinas. Durante a gestão de Donald Trump, as relações se acirraram.

Embora siga considerando o governo Maduro antidemocrático, Joe Biden tem sido pressionado por parlamentares do próprio partido a reduzir as sanções à Venezuela.

Dias atrás, 18 congressistas do Partido Democrata assinaram uma carta ao presidente em que pedem a suspensão das punições econômicas ao país sul-americano. Entre os signatários, estão Alexandria Ocasio-Cortez, Andy Levin, Donald Payne Jr., Ear Blumenauer, James P. McGovern e Ayana Pressley.

Com informações da CNN, Associated Press, Washington Post e Telesur

CartaCapital
Há 27 anos, a principal referência em jornalismo progressista no Brasil.

Tags: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Um minuto, por favor...

Apoiar o bom jornalismo nunca foi tão importante

Obrigado por ter chegado até aqui. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, que chama as coisas pelo nome. E sempre alicerçado em dados e fontes confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se este combate também é importante para você, junte-se a nós! Contribua, com o quanto que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo completo de CartaCapital.