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Em Québec, busca por vacina sobe 300% após restrição de álcool e maconha a não imunizados

Além desta, outras medidas já estão em vigor no local, como a exigência do passaporte vacinal e toque de recolher

O Canadá foi um dos países a liberar a maconha (Foto: Wikimedia)
O Canadá foi um dos países a liberar a maconha (Foto: Wikimedia)
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Após determinar a restrição da venda de álcool e maconha para não vacinados, a província de Québec, no Canadá, registrou um aumento de 300% na procura das doses contra a Covid-19. 

A medida, que entrará em vigor na próxima semana, fez explodir o número dos agendamentos. A média diária, que beirava 1.500 pessoas, saltou para 6 mil. 

Segundo Christian Dubé, ministro da Saúde da província, o objetivo é proteger o sistema de saúde e proteger a população imunizada. 

“Este é um primeiro passo que estamos dando. Se os não vacinados não estiverem satisfeitos, há uma solução muito simples: vão tomar a sua primeira dose, é fácil e de graça“, disse Dubé. “Se você não quer se vacinar, não saia de casa”, completou o ministro. 

Além desta, outras medidas já estão em vigor, como a exigência do passaporte vacinal para entrada em estabelecimentos e toque de recolher entre as 22h e 5h. Escolas, universidades, cinemas, bares e restaurantes estão fechados desde o final de dezembro. 

Conforme dados do governo de Québec, 84,9% da população já tomou pelo menos a primeira dose dos imunizantes. No momento, os não vacinados representam metade dos pacientes internados em unidades de terapia intensiva. 

A província apresenta alta de pacientes hospitalizados e um déficit de profissionais aptos a trabalhar, dado que muitos estão afastados por contraírem a doença.

Québec também avalia impor a cobrança de uma “taxa sanitária” aos não vacinados. No entanto, a medida ainda depende de aprovação e regulamentação. 

“Todos os adultos em Quebec que não aceitarem ir tomar pelo menos uma primeira dose nas próximas semanas terão uma conta a pagar porque há consequências em nosso sistema de saúde e não cabe a todos os cidadãos de Quebec pagarem por isso”, afirmou o governador da província, François Legault.

Marina Verenicz

Marina Verenicz Repórter do site de CartaCapital

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