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Delegação americana chega à Venezuela para debater ‘agenda bilateral’

Em 5 de março, a delegação dos EUA se reuniu com o Executivo de Maduro para discutir questões energéticas, conforme confirmado pela Casa Branca na época

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Foto: Prensa Presidencial
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Foto: Prensa Presidencial
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Uma delegação do governo dos Estados Unidos chegou à Venezuela na segunda-feira 27 para discutir vários assuntos da agenda bilateral e continuar as conversas iniciadas em março com Caracas, anunciou o presidente Nicolás Maduro.

O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, recebeu “uma importante delegação do governo dos Estados Unidos que chegou à Venezuela há duas horas” e trabalha “para dar continuidade às relações, à agenda bilateral”, declarou maduro através da emissora estatal VTV.

Maduro não deu detalhes sobre quantas pessoas integram a delegação nem suas identidades, mas garantiu que Rodríguez está reunido com os representantes americanos para abordar “diversos temas”.

Em 5 de março, a delegação dos EUA se reuniu com o Executivo de Maduro para discutir questões energéticas, conforme confirmado pela Casa Branca na época.

Segundo o The New York Times, essa reunião ocorreu devido ao suposto interesse de Washington em substituir parte do petróleo que comprou da Rússia, país que busca isolar em meio à guerra na Ucrânia.

Na ocasião, as delegações também falaram sobre a situação de cidadãos e residentes americanos detidos na Venezuela, incluindo seis executivos da Citgo – subsidiária norte-americana da petrolífera venezuelana PDVSA – presos em 2017.

Dias depois, dois dos americanos presos foram libertados: o ex-diretor da Citgo, Gustavo Cárdenas, condenado por corrupção; e o cubano-americano Jorge Alberto Fernández, detido no início de 2021 e acusado de “terrorismo”.

Os Estados Unidos também exigiram a libertação do ex-fuzileiro naval Matthew Heath, preso em setembro de 2020 e acusado de espionagem, por tramar supostos planos de ataque a instalações petrolíferas e elétricas.

Washington e Caracas romperam relações no início de 2019, após Maduro assumir um segundo mandato em eleições consideradas fraudulentas pela oposição venezuelana e cerca de cinquenta países.

Os EUA então reconheceram o então presidente do Parlamento, o opositor Juan Guaidó, como a única autoridade legítima, e impuseram uma série de sanções à Venezuela para forçar a saída de Maduro.

As medidas incluíam um embargo que impede a Venezuela de negociar seu petróleo -que representa 96% das receitas do país- no mercado americano.

No entanto, em 17 de maio, o governo de Joe Biden anunciou que flexibilizará algumas sanções contra a Venezuela, incluindo uma ligada à petroleira Chevron, a fim de promover o diálogo entre o governo de Maduro e a oposição que continua suspensa desde outubro passado.

Até o momento, não se sabe se a delegação americana terá reuniões com a oposição venezuelana.

AFP

AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.

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