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Coreia do Norte volta a testar míssil balístico

Oitavo teste feito pelo regime norte-coreano em 2026 eleva tensões na região. Seul, Tóquio e Washington intensificam troca de informações para acompanhar situação de perto

Coreia do Norte volta a testar míssil balístico
Coreia do Norte volta a testar míssil balístico
Mulher em Seoul assiste a uma matéria sobre lançamento de mísseis da Coreia do Norte, em 26 de maio de 2026. Foto: Pedro Pardo/AFP
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Coreia do Norte realizou novos lançamentos de mísseis nesta terça-feira 26, afirmaram os militares da Coreia do Sul. Entre os projéteis disparados estaria pelo menos um míssil balístico de curto alcance, que caiu no mar na costa oeste da península, elevando novamente as tensões na região.

De acordo com o Estado-Maior da Coreia do Sul, os lançamentos partiram da região norte-coreana de Chŏngju, no oeste, e os projéteis teriam percorrido cerca de 80 quilômetros até atingirem o Mar Amarelo. Foram disparados vários artefatos, afirmou o comando militar em Seul.

O episódio marca o oitavo teste de mísseis da Coreia do Norte em 2026, reforçando a continuidade do programa militar do regime, apesar das sanções internacionais em vigor desde 2006 por causa dos programas nuclear e balístico do país.

Diante do novo teste, as forças sul-coreanas elevaram o nível de alerta e passaram a monitorar a possibilidade de novos lançamentos. Segundo autoridades, Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão intensificaram a troca de informações de inteligência para acompanhar a situação de perto.

Testes frequentes e desenvolvimento militar

O teste desta terça-feira ocorreu após uma pausa de cerca de 40 dias. O último lançamento conhecido havia sido realizado em 19 de abril, quando Pyongyang afirmou ter testado mísseis balísticos equipados com munição de fragmentação, que é proibida internacionalmente.

Nos últimos meses, o país também declarou ter desenvolvido novos sistemas de ogivas, incluindo tecnologias associadas a armas modernas, o que, segundo especialistas, indica esforços para aprimorar sua capacidade de guerra.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, tem reforçado essa estratégia. Em março, ele afirmou que o status da Coreia do Norte como potência nuclear é “irreversível” e que o fortalecimento de uma “dissuasão nuclear para autodefesa” é essencial para garantir a segurança do país.

Possível visita de Xi Jinping

Os testes são vistos como um sinal de rejeição às tentativas da Coreia do Sul de melhorar as relações entre os dois países. Ainda tecnicamente em guerra desde o armistício de 1953, Norte e Sul seguem sem um tratado de paz formal.

Além disso, declarações recentes de Kim classificaram a Coreia do Sul como o “Estado mais hostil” ao Norte, indicando um endurecimento na retórica.

Paralelamente às tensões militares, há também movimentações diplomáticas na região. Segundo a agência sul-coreana Yonhap, há especulações de uma possível visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Pyongyang ainda este mês para se encontrar com Kim Jong-un.

A eventual visita ainda não foi confirmada oficialmente, mas, se realizada, poderá ter impacto significativo no equilíbrio diplomático na península coreana.

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