Mundo
Coreia do Norte diz que Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares não é vinculativo
Pyongyang ameaçou se retirar do Tratado de Não Proliferação em 1993 e formalizou sua saída em 2003
A Coreia do Norte afirmou que o país não está sujeito ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e que a pressão externa não mudará sua condição de Estado dotado de armas nucleares, informou nesta quinta-feira (7, data local) a imprensa oficial.
Pyongyang ameaçou se retirar do Tratado de Não Proliferação em 1993 e formalizou sua saída em 2003. Desde então, realizou seis testes nucleares e acredita-se que possua dezenas de ogivas. Isso submeteu o país a múltiplas resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
“Na 11ª Conferência de Revisão do TNP, atualmente realizada na sede da Organização das Nações Unidas, os Estados Unidos e certos países que os seguem estão questionando sem fundamento o status atual e o exercício dos direitos soberanos” da Coreia do Norte, declarou o principal enviado de Pyongyang na ONU, Kim Song, em comunicado divulgado pela oficial Agência Central de Notícias da Coreia.
“O status da República Popular Democrática da Coreia como Estado dotado de armas nucleares não mudará em função de afirmações retóricas externas nem de desejos unilaterais”, acrescentou.
“Para deixar isso claro mais uma vez, a República Popular Democrática da Coreia não estará sujeita ao Tratado de Não Proliferação em nenhuma circunstância.”
Ele acrescentou que a condição do país como Estado com armas nucleares está “consagrada na Constituição, declarando de maneira transparente os princípios do uso das armas nucleares”.
A Coreia do Norte insiste constantemente que não renunciará ao seu arsenal nuclear, descrevendo esse caminho como “irreversível”, com a promessa de fortalecer suas capacidades.
Pyongyang enviou tropas terrestres e projéteis de artilharia para apoiar a invasão russa da Ucrânia. Observadores apontam que, em troca, recebe assistência em tecnologia militar por parte de Rússia.
Os nove Estados possuidores de armas nucleares — Rússia, Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte — possuíam 12.241 ogivas nucleares em janeiro de 2025, informou o Instituto Internacional de Estudos para a Paz de Estocolmo.
Estados Unidos e Rússia possuem quase 90% das armas nucleares do mundo e realizaram importantes programas de modernização nos últimos anos, segundo o instituto.
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