CartaExpressa
Com alta da inflação, BC da Argentina analisa emitir novas notas de 20 mil e 50 mil pesos
Economia da Argentina tem sofrido com as medidas ultraliberais de Javier Milei
Com a alta na inflação gerada pelas medidas ultraliberais do novo presidente Javier Milei, o Banco Central da Argentina está analisando a possibilidade de emitir notas de 20 mil e 50 mil pesos.
O derretimento da moeda argentina é tão grande que 20 mil pesos equivalem a cerca de 120 reais e 25 dólares na cotação atual.
Segundo o jornal El Clarin, o presidente do BC argentino, Santiago Bausili, já antecipou esta medida aos bancos. Atualmente, a nota mais alta do mercado é de 2 mil pesos.
Desde que Milei assumiu o cargo, em 10 de dezembro, os argentinos têm assistido sua moeda se desvalorizar rapidamente.
Para tentar abrir caminho para as privatizações prometidas na campanha, Milei anunciou na última semana uma série de modificações e revogações em um Decreto de Necessidade e Urgência.
Entre outras medidas, ele confirmou as revogações da lei de aluguéis, do observatório de preços do Ministério da Economia e dos regulamentos que impedem a privatização de empresas públicas. Agora, as medidas estão sendo questionadas na Justiça.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Justiça da Argentina admite ação contra decreto de Milei que desregula a economia
Por CartaCapital
Governo argentino convoca Congresso para sessões extraordinárias para debater reformas
Por AFP


