Economia

CNI: tarifaço atingirá 26,2% das exportações brasileiras aos EUA

A entidade estima que a sobretaxa afetará 11 bilhões de dólares em vendas ao mercado norte-americano

CNI: tarifaço atingirá 26,2% das exportações brasileiras aos EUA
CNI: tarifaço atingirá 26,2% das exportações brasileiras aos EUA
Foto: Divulgação indústria de alimentos
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O tarifaço de 25% anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros atingirá 11 bilhões de dólares em exportações, o equivalente a 26,2% de tudo o que o Brasil vende ao mercado norte-americano, segundo cálculos divulgados nesta quinta-feira 16 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A entidade afirma que, apesar da ampliação da lista de exceções promovida pelo governo de Donald Trump, a medida ainda compromete a competitividade da indústria brasileira em um de seus principais destinos de exportação.

De acordo com a CNI, cerca de quatro mil produtos brasileiros permaneceram sujeitos à sobretaxa, que começa a valer em 22 de julho. A confederação avalia que a decisão final do governo norte-americano representou um alívio parcial ao incluir 429 novos itens na lista de exceções, entre eles ferro-gusa, hidróxido de alumínio e café solúvel. Ainda assim, a entidade calcula que a indústria continuará a enfrentar perdas relevantes no comércio com os Estados Unidos.

Segundo a confederação, as novas exceções reduziram parte dos impactos inicialmente previstos e refletem as manifestações apresentadas por entidades empresariais brasileiras e norte-americanas durante a consulta pública e as audiências do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). 

Dos 11 bilhões de dólares alcançados pela sobretaxa, 60,3% correspondem a bens intermediários utilizados pela própria indústria norte-americana, o que, no entendimento da CNI, também tende a elevar custos para empresas dos Estados Unidos. Além disso, o Brasil é o principal fornecedor do mercado norte-americano em dez dos 13 principais produtos atingidos pela medida.

Entre os setores mais expostos está o de madeira, que terá 83,1% das exportações aos Estados Unidos submetidas à nova tarifa. Em seguida aparecem minerais não metálicos, com 56,3%, químicos, com 51,8%, e alimentos, com 38,1%.

A confederação também alertou para outra preocupação do setor produtivo: a investigação paralela conduzida pelo USTR sobre supostas falhas no combate ao trabalho forçado. Caso ela resulte em uma nova tarifa de 12,5%, como proposto pelo Escritório, parte das exportações brasileiras poderá enfrentar uma carga total de até 37,5% para entrar no mercado dos Estados Unidos.

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