Mundo

Celso Amorim cita ‘genocídio’ ao repudiar mortes de crianças em Gaza

‘Atos bárbaros não justificam o uso indiscriminado da força contra civis’, afirmou o assessor da Presidência, em cúpula na França

Celso Amorim cita ‘genocídio’ ao repudiar mortes de crianças em Gaza
Celso Amorim cita ‘genocídio’ ao repudiar mortes de crianças em Gaza
O ex-chanceler Celso Amorim. Foto: Ludovic Marin/AFP
Apoie Siga-nos no

O representante do Brasil na Conferência de Ajuda Humanitária para Gaza, o ex-chanceler Celso Amorim, defendeu nesta quinta-feira 9 um cessar-fogo e afirmou que a morte de milhares de crianças em bombardeios israelenses faz pensar em “genocídio”.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo grupo palestino Hamas, anunciou nesta quinta um balanço de 10.812 mortos nos ataques aéreos israelenses desde o início da guerra, em 7 de outubro. Naquele dia, integrantes do Hamas invadiram Israel e deixaram cerca de 1.400 mortos.

“Eu reitero a condenação do Brasil aos ataques terroristas contra os israelenses e a tomada de reféns. No entanto, atos bárbaros como esses não justificam o uso indiscriminado da força contra civis”, afirmou Amorim, em Paris. “A morte de milhares de crianças é chocante. A palavra ‘genocídio’ inevitavelmente vem à mente.

A França organizou a conferência para reunir os principais doadores e acelerar o envio de auxílio para a Faixa de Gaza. As Nações Unidas estimam ser necessário obter 1,2 bilhão de dólares de ajuda para as populações de Gaza e Cisjordânia até o fim do ano.

Segundo Amorim, o atual estágio é parte de “um conflito mais amplo, que já dura 75 anos”. A solução, na avaliação do ex-ministro, é “o reconhecimento de um Estado palestino viável, com fronteiras seguras e mutuamente aceitas”.

(Com informações da AFP)

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo